395px

Ojalá

Di Medeiros

Quem Me Dera

Quem me dera
Voltar lá pra roça
Morar de novo na palhoça
Quem me dera

Beber do orvalho
Do capim do atalho
Andar pela relava

Quem me dera
Tomar banho de cachoeira
Brincar nas ladeiras
Das serras

Ao coro de mil passarinhos
Acordar cedinho
Pisando em minha terra

A estradinha mimosa talvez
Não exista mais
O monjolinho, engenho moinho
Ficaram pra trás

Oh, saudade, ferida, doída
Teimosa demais

Cai a noite, só saudade
Vem o dia, saudade
Quem me dera ser feliz de novo
Do jeito que eu era

Ojalá

Ojalá
Volver allá al campo
Vivir de nuevo en la choza
Ojalá

Beber del rocío
Del pasto del atajo
Caminar por la hierba

Ojalá
Tomar un baño en la cascada
Jugar en las laderas
De las sierras

Al coro de mil pajaritos
Despertar temprano
Pisando mi tierra

La caminito mimosa tal vez
Ya no exista
El molinillo, el trapiche, el molino
Quedaron atrás

Oh, nostalgia, herida, dolorosa
Terca de más

Cae la noche, solo nostalgia
Viene el día, nostalgia
Ojalá ser feliz de nuevo
Como solía ser

Escrita por: Victor Raone, Ney