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La brisa cálida de tu aroma

Dick Ferreira

a brisa morna do seu cheiro

A brisa morna do teu cheiro

Ainda escorre pelos dedos
A areia tórrida da praia
E como um porre de bebida
Corre pelas veias,
Dorme no meu colo
A brisa morna do teu cheiro
Quando me acorda, é madrugada
E quando corre contra o tempo
Colhe antes do tempo, morre antes do termo

Nada me tira do meu canto
Antes me fira o desencanto
Pra cada mentira existe um pranto
Uma pira no seu manto
Incendeia o que não é santo
A brisa morna do teu cheiro
Colhe em meu peito a ventania
Mas já não me leva por inteiro
Já não me sacia, pois você judia
Tanto
De mim.

La brisa cálida de tu aroma

La brisa cálida de tu aroma

Todavía se desliza entre mis dedos
La arena ardiente de la playa
Y como una borrachera de bebida
Corre por mis venas,
Duerme en mi regazo
La brisa cálida de tu aroma
Cuando me despierta, es madrugada
Y cuando corre contra el tiempo
Cosecha antes de tiempo, muere antes del término

Nada me saca de mi rincón
Antes me hiere el desencanto
Por cada mentira existe un llanto
Una hoguera en tu manto
Incendia lo que no es santo
La brisa cálida de tu aroma
Cosecha en mi pecho la ventisca
Pero ya no me lleva por completo
Ya no me sacia, pues tú me lastimas
Tanto
A mí.

Escrita por: Dick Ferreira