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Por Las Veredas

Diego Araujo

Por Las Veredas

Pelas calçadas
Limitam-se as ruas
Trafegam-se os que andam
Deleitam-se os que miram
Visitam-se os mendigos
Adotam-se cachorros

Pelas calçadas
Sentam-se em bancos
Conversa-se de tudo
Engasgam-se em risos
Contam-se mentiras
Dividem-se segredos

Pelas calcadas
Trocam-se uns olhares
Roubam-se alguns beijos
Juram-se amores
Crucificam-se cristos e santos
Santificam-se infames pecadores

Pelas calcadas
Dividem-se riquezas
Habitam-se infortúnios
Desfruta-se da vida
Lamenta-se da morte
Eterniza-se no palco do mundo

Pelas calcadas
Alertam-se os profetas
Declamam-se os poetas
Discursam-se os políticos
Ofertam-se as putas
E apresentam-se os músicos

Por Las Veredas

Por las veredas
Se limitan las calles
Transitan los que caminan
Se deleitan los que miran
Visitan los mendigos
Adoptan cachorros

Por las veredas
Se sientan en bancos
Se conversa de todo
Se ahogan en risas
Se cuentan mentiras
Se comparten secretos

Por las veredas
Se intercambian miradas
Se roban algunos besos
Se juran amores
Se crucifican cristos y santos
Se santifican infames pecadores

Por las veredas
Se reparten riquezas
Se habitan infortunios
Se disfruta de la vida
Se lamenta la muerte
Se eterniza en el escenario del mundo

Por las veredas
Se alertan los profetas
Se declaman los poetas
Se discuten los políticos
Se ofrecen las putas
Y se presentan los músicos

Escrita por: Diego Araujo