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Antes Que Yo Enloquezca

Diego de Moraes

Antes Que Eu Enlouqueça

Não nasci pra ser sombra
Eu só vim pra ser luz
E não quero puxar a carroça,
Nem seu saco, nem a cruz
Sou passarinho nessa gaiola
Quis ser palhaço, mas fui a piada
Me prometo sair dessa fossa
Tirar das costas três toneladas

Não sou pedra para ser lapidado, não senhor

Já estive bem distante
Muito longe, em outro planeta
Me tranquei no banheiro
E bati muita punheta
Por pessoas tão amadas
Das mais lindas às mais enfeitadas
Porém hoje tô aqui
Com os olhos abertos e as mãos calejadas

Não sou pedra para ser lapidado, não senhor

Um ventilador gira sobre a minha cabeça
Uma mulher me matou
Uma me fez, outra me fez de besta
Vou virar a página
Mudar de capítulo
Continuar a história
Antes que eu enlouqueça

Não sou pedra para ser lapidado, não senhor

Não nasci pra ser sombra
Eu só vim pra ser luz
E não quero puxar a carroça,
E nem quero que ninguém me puxe
A liberdade existencialista
Te condena à sua própria estrada
Até quis saber de tudo
Mas, com tudo, não sei de nada
Porém, contudo, não sei de nada

Mas, com tudo, não sei de nada
Porém, contudo, não sei de nada

Antes Que Yo Enloquezca

No nací para ser sombra
Solo vine para ser luz
Y no quiero jalar la carreta,
Ni tu trasero, ni la cruz
Soy pájaro en esta jaula
Quise ser payaso, pero fui la broma
Me prometo salir de este hoyo
Quitar de encima tres toneladas

No soy piedra para ser pulida, no señor

Ya estuve muy lejos
Muy lejos, en otro planeta
Me encerré en el baño
Y me hice muchas pajas
Por personas tan amadas
De las más lindas a las más adornadas
Pero hoy estoy aquí
Con los ojos abiertos y las manos callosas

No soy piedra para ser pulida, no señor

Un ventilador gira sobre mi cabeza
Una mujer me mató
Una me hizo, otra me hizo de tonto
Voy a dar vuelta a la página
Cambiar de capítulo
Continuar la historia
Antes que yo enloquezca

No soy piedra para ser pulida, no señor

No nací para ser sombra
Solo vine para ser luz
Y no quiero jalar la carreta,
Y no quiero que nadie me jale
La libertad existencialista
Te condena a tu propio camino
Hasta quise saberlo todo
Pero, con todo, no sé de nada
Sin embargo, no sé de nada

Pero, con todo, no sé de nada
Sin embargo, no sé de nada

Escrita por: Diego De Moraes