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Canto de Ossanha

Diego Moraes

Canto de Ossanha

O homem que diz dou, não dá
Porque quem dá mesmo, não diz
O homem que diz vou, não vai
Porque quando foi já não quis
O homem que diz sou, não é
Porque quem é mesmo é não sou
O homem que diz tô, não tá
Porque ninguém tá quando quer
Coitado do homem que cai
No canto de ossanha, traidor!
Coitado do homem que vai
Atrás de mandinga de amor

Vai! Vai! Vai! Vai!
Não vou!
Não vou!
Não vou!
Não vou!
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Vai! Vai! Vai!

Amigo sinhô, saravá
Xangô me mandou lhe dizer
Se é canto de ossanha, não vá!
Que muito vai se arrepender
Pergunte pro seu Orixá
O amor só é bom se doer
O amor só é bom se doer

Vai! Vai!
Não vou!
Não vou!
Vai! Vai!

Dizer!
Que eu não sou ninguém de ir
Em conversa de esquecer
A tristeza de um amor que passou
Não, eu só vou se for pra ver
Uma estrela aparecer
Na manhã de um novo amor

Não vou!
Não vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não vou!
Não vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não vou!
Vai! Vai! Vai! Vai!
Não vou!
Não vou!

Canto de Ossanha

El hombre que dice doy, no da
Porque quien da de verdad, no lo dice
El hombre que dice voy, no va
Porque cuando fue, ya no quiso
El hombre que dice soy, no es
Porque quien es de verdad, no soy
El hombre que dice estoy, no está
Porque nadie está cuando quiere
Pobre del hombre que cae
En el canto de ossanha, traidor
Pobre del hombre que va
Detrás de hechizos de amor

¡Ve! ¡Ve! ¡Ve! ¡Ve!
¡No voy!
¡No voy!
¡No voy!
¡No voy!
Porque no soy de los que van
En charlas para olvidar
La tristeza de un amor que pasó
No, solo iré si es para ver
Una estrella aparecer
En la mañana de un nuevo amor

¡Ve! ¡Ve! ¡Ve!

Amigo señor, salve
Xangô me envió a decirte
Si es canto de ossanha, ¡no vayas!
Te arrepentirás mucho
Pregúntale a tu Orixá
El amor solo es bueno si duele
El amor solo es bueno si duele

¡Ve! ¡Ve!
¡No voy!
¡No voy!
¡Ve! ¡Ve!

Decir
Que no soy de los que van
En charlas para olvidar
La tristeza de un amor que pasó
No, solo iré si es para ver
Una estrella aparecer
En la mañana de un nuevo amor

¡No voy!
¡No voy!
¡Ve! ¡Ve! ¡Ve! ¡Ve!
¡No voy!
¡No voy!
¡Ve! ¡Ve! ¡Ve! ¡Ve!
¡No voy!
¡Ve! ¡Ve! ¡Ve! ¡Ve!
¡No voy!
¡No voy!

Escrita por: Baden Powell / Vinícius de Moraes