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Tortura

Diego Olivera

Tortura

Ai, meu amorzinho
Guarde a poesia e guarde a alegria para você

Não peço que todos os dias sejam de sol
Não peço que todas as sextas sejam de festa
Também não te peço que volte pedindo perdão
Se chora com os olhos secos e falando dela

Ai, amor, me dói tanto, me dói tanto
Que você tenha ido sem dizer aonde
Ai, amor, foi uma tortura te perder
Eu sei que não tenho sido um santo
Mas posso consertar, amor
Não só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu

Só com erros se aprende
E hoje sei que é seu meu coração
Melhor que você guarde tudo isso
A outro cão com esse osso e nos digamos adeus

Não posso pedir que o inverno perdoe a um rosal
Não posso pedir aos ulmeiros que dêem peras
Não posso pedir o eterno a um simples mortal
E andar atirando aos porcos, milhares de pérolas

Ai, amor, me dói tanto, me dói tanto
Que não acredite mais nas minhas promessas
Ai, amor, foi uma tortura te perder
Eu sei que não tenho sido um santo
Mas posso consertar, amor
Não só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu

Só com erros se aprende
E hoje sei que é seu meu coração
Melhor que você guarde tudo isso
A outro cão com esse osso e nos digamos adeus

Não se vá, não se vá
Escute negrinha, veja, não fale demais
De segunda à sexta tem meu amor
Deixe o sábado para mim que é melhor
Escute minha negra, não me castigue mais

Porque lá fora sem você não tenho paz
Eu sou apenas um homem arrependido
Sou como a ave que volta para seu ninho
Eu sei que não tenho sido um santo
Mas é que não sou feito de papelão

Não só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu
Só com erros se aprende
E hoje sei que é seu meu coração
Ai, ai, ai, ai, ai, ai

Ai, tudo o que fiz por você
Foi uma tortura perder você
Me dói tanto que seja assim
Siga clamando perdão, eu
Eu não vou chorar hoje por você

Tortura

Ai, mi amorcito
Guarda la poesía y guarda la alegría para ti

No pido que todos los días sean de sol
No pido que todos los viernes sean de fiesta
Tampoco te pido que vuelvas pidiendo perdón
Si lloras con los ojos secos y hablando de ella

Ai, amor, me duele tanto, me duele tanto
Que te hayas ido sin decir a dónde
Ai, amor, fue una tortura perderte
Sé que no he sido un santo
Pero puedo arreglarlo, amor
No solo de pan vive el hombre
Y yo no vivo de disculpas

Solo se aprende con errores
Y hoy sé que mi corazón es tuyo
Mejor que guardes todo eso
Para otro perro con ese hueso y nos digamos adiós

No puedo pedirle al invierno que perdone a un rosal
No puedo pedirle a los olmos que den peras
No puedo pedir lo eterno a un simple mortal
Y tirar perlas a los cerdos, miles de perlas

Ai, amor, me duele tanto, me duele tanto
Que ya no creas en mis promesas
Ai, amor, fue una tortura perderte
Sé que no he sido un santo
Pero puedo arreglarlo, amor
No solo de pan vive el hombre
Y yo no vivo de disculpas

Solo se aprende con errores
Y hoy sé que mi corazón es tuyo
Mejor que guardes todo eso
Para otro perro con ese hueso y nos digamos adiós

No te vayas, no te vayas
Escucha negrita, mira, no hables demasiado
De lunes a viernes tienes mi amor
Deja el sábado para mí, que es mejor
Escucha mi negra, no me castigues más

Porque afuera, sin ti, no tengo paz
Soy solo un hombre arrepentido
Soy como el ave que vuelve a su nido
Sé que no he sido un santo
Pero es que no estoy hecho de cartón

No solo de pan vive el hombre
Y yo no vivo de disculpas
Solo se aprende con errores
Y hoy sé que mi corazón es tuyo
Ai, ai, ai, ai, ai, ai

Ai, todo lo que hice por ti
Fue una tortura perderte
Me duele tanto que sea así
Sigue clamando perdón, yo
Yo no voy a llorar hoy por ti

Escrita por: Ricardo Saldanha, Luana