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Bajo la luz de las estrellas

Diego Venancio

Pela Luz Das Estrelas

Pela luz dessas estrelas
Volto só na madrugada
Levando sessenta réis
Pra invernar lá no Goiás
Volto logo pra ver meu amor

Sigo em frente sem certezas
Não cavalgo pela estrada
Decidi que dessa vez
Vinha antes dos demais
Corto o campo pra ver meu amor

Vou perdido e ferido
Rédea solta, pé no estribo
Peço a Deus pra me guiar
Pelas patas do alazão
E que ainda exista algum amor

Desde que eu era menino pedia pra Deus, nosso Senhor, pra iluminar o meu caminho
'Inda que fosse pela dor, não me deixasse sozinho
Eu escondi o meu rosto, tentei dele me esconder
Longe do Senhor é só desgosto, não há mais vida pra viver
Mas seu amor se manifestou
Mandou Jesus o salvador, da minha própria história me resgatou
E hoje participo do seu amor, pra o meu rosto levantar, pras minhas lágrimas enxugar
E da sua graça pude eu — eu, pobre homem que sou — participar
Não sou digno em outro lugar, também não sou digno de estar perto do Senhor
Mas que me quisesse, e que me buscasse, e aqui do teu lado estou
E hoje quando me sinto perdido lembro que tenho um amigo, o Deus criador
Que me deste todo o seu amor pra do teu lado sempre, sempre, sempre eu andar

Vou perdido e ferido
Rédea solta, pé no estribo
Peço a Deus pra me guiar
Pelas patas do alazão
E que ainda exista algum amor

Bajo la luz de las estrellas

Bajo la luz de esas estrellas
Regreso solo en la madrugada
Llevando sesenta reales
Para hibernar allá en Goiás
Regreso pronto para ver a mi amor

Sigo adelante sin certezas
No cabalgo por la carretera
Decidí que esta vez
Venía antes que los demás
Corto el campo para ver a mi amor

Voy perdido y herido
Suelto las riendas, pie en el estribo
Le pido a Dios que me guíe
Por las patas del alazán
Y que aún exista algo de amor

Desde que era niño le pedía a Dios, nuestro Señor, que iluminara mi camino
Aunque fuera a través del dolor, que no me dejara solo
Escondí mi rostro, intenté esconderme de Él
Lejos del Señor solo hay desdicha, no hay más vida que vivir
Pero su amor se manifestó
Envió a Jesús, el salvador, que rescató mi propia historia
Y hoy participo de su amor, para levantar mi rostro, para secar mis lágrimas
Y de su gracia pude yo —yo, pobre hombre que soy— participar
No soy digno en otro lugar, tampoco soy digno de estar cerca del Señor
Pero que me quisiera, y que me buscara, y aquí a tu lado estoy
Y hoy cuando me siento perdido recuerdo que tengo un amigo, el Dios creador
Que me diste todo tu amor para caminar siempre, siempre, siempre a tu lado

Voy perdido y herido
Suelto las riendas, pie en el estribo
Le pido a Dios que me guíe
Por las patas del alazán
Y que aún exista algo de amor

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