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Sueño de la infancia

Dinarte Cavalheiro

Sonho de Infância

A solidão acaba comigo
A minha casa é o meu hospício
Pois sózinho eu reflito
Todas merdas que eu vivo

O ódio que eu tenho em mim
Não se preocupa que não vai ser o fim
A vontade de me matar
É um pouco menos de ver você se ferrar

Quando a noite chega eu começo
A ver vultos no meu universo
Tomo remédios para apagar
Mas simplesmente me faz viajar

Volto no tempo da minha infância
Quando eu tinha esperança
De crescer e ser alguém
E não um bêbado sem ninguém

A solidão acaba comigo
A minha casa é o meu hospício
Pois sózinho eu reflito
Todas merdas que eu vivo

O ódio que eu tenho em mim
Não se preocupa que não vai ser o fim
A vontade de me matar
É um pouco menos de ver você se ferrar

Quando a noite chega eu começo
A ver vultos no meu universo
Tomo remédios para apagar
Mas simplesmente me faz viajar

Volto no tempo da minha infância
Quando eu tinha esperança
De crescer e ser alguém
E não um bêbado sem ninguém

Foi isso que eu me tornei
Um bêbado sem ninguém
Não fui eu que escolhi
Mas sim as merdas que eu vivi
A bebida é a minha saída
Encho a cara e reclamo da vida
E depois eu vou dormir
Achar forças para seguir
Seguir

Sueño de la infancia

La soledad me consume
Mi casa es mi hospicio
Porque solo reflexiono
Todas las mierdas que vivo

El odio que tengo en mí
No se preocupa, no será el fin
Las ganas de matarme
Son un poco menos que verte joder

Cuando llega la noche, empiezo
A ver sombras en mi universo
Tomo medicamentos para olvidar
Pero simplemente me hacen viajar

Vuelvo al tiempo de mi infancia
Cuando tenía esperanzas
De crecer y ser alguien
Y no un borracho sin nadie

La soledad me consume
Mi casa es mi hospicio
Porque solo reflexiono
Todas las mierdas que vivo

El odio que tengo en mí
No se preocupa, no será el fin
Las ganas de matarme
Son un poco menos que verte joder

Cuando llega la noche, empiezo
A ver sombras en mi universo
Tomo medicamentos para olvidar
Pero simplemente me hacen viajar

Vuelvo al tiempo de mi infancia
Cuando tenía esperanzas
De crecer y ser alguien
Y no un borracho sin nadie

Esto es lo que me convertí
Un borracho sin nadie
No fui yo quien eligió
Sino las mierdas que viví
El alcohol es mi escape
Me emborracho y me quejo de la vida
Y luego me voy a dormir
Encontrar fuerzas para seguir
Seguir

Escrita por: Dinarte Cavalheiro