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Mineira

Diogo Nogueira

Mineira

Clara, abre o pano do passado,
Tira a preta do cerrado,
Pôe rei congo no congá.
Anda, canta um samba verdadeiro,
Faz o que mandou o mineiro,
Oh! Mineira.

Samba que samba no bole que bole.
Oi, morena do balaio mole,
Se embala do som dos tantãs.
Quebra no balacochê do cavaco
E rebola no balacubaco;
Se embola dos balagandãs.
Mexe no meio, que eu sambo do lado.
Vem naquele bamboleado
Que eu também sou bam, bam, bam.

Vai, cai no samba, cai
E o samba vai até de manhã.
Vai, cai no samba, cai
E o samba vai até de manhã.

Ô, saravá mineira guerreira,
Que é filha de Ogum com Iansã!

Mineira

Clara, zieh den Vorhang der Vergangenheit auf,
Hol die Schwarze aus dem Cerrado,
Setz den König Kongo in den Congá.
Komm, sing einen echten Samba,
Mach, was der Mineiro dir gesagt hat,
Oh! Mineira.

Samba, der im Takt schwingt, der wackelt.
Hey, braune Schönheit aus dem weichen Korb,
Wiege dich im Klang der Tantãs.
Brich im Balacochê des Cavacos
Und wackle im Balacubaco;
Verwickle dich in die Balagandãs.
Bewege dich in der Mitte, ich samba zur Seite.
Komm mit diesem Schwung,
Denn ich bin auch bam, bam, bam.

Komm, lass dich im Samba fallen,
Und der Samba geht bis zum Morgen.
Komm, lass dich im Samba fallen,
Und der Samba geht bis zum Morgen.

Oh, saravá, mineira Kriegerin,
Die Tochter von Ogum und Iansã!

Escrita por: João Nogueira / Paulo César Pinheiro