395px

No falta nada

Diogo RoFê

Falta Nada

Tem feijão com arroz
Tem bumba meu boi
Tem baião de dois
Falta nada

Falta nada
Mas sobra farda
Falta nada
De vez em quando falta água

Falta nada
Mas sobra droga
E vira história
Vira pedra

Calçadão vira arrastão
Na condução
Assalto a mão armada
Brasileira força bruta

Tem feijão com arroz
Tem bumba meu boi
Tem baião de dois
Não falta nada

Madrugada sangue escorre por um triz
Testando menores sem estudo afundando
Pra alguém enxer o nariz
Mãe aflita na sala noticiário retrata
Não avisaram o estado vende a bala

Na hora de mudar expectativa
Sistema me mata quero ver se me livra
Quero ver se me livrar
Presídios não são entradas livros serão
Saidas

No falta nada

Tiene arroz con frijoles
Tiene el bumba meu boi
Tiene baião de dos
No falta nada

No falta nada
Pero sobra uniforme
No falta nada
De vez en cuando falta agua

No falta nada
Pero sobra droga
Y se convierte en historia
Se convierte en piedra

El paseo marítimo se convierte en saqueo
En el transporte público
Asalto a mano armada
Brasileña fuerza bruta

Tiene arroz con frijoles
Tiene el bumba meu boi
Tiene baião de dos
No falta nada

De madrugada la sangre corre por un hilo
Probando menores sin educación hundiéndose
Para que alguien se llene la nariz
Madre afligida en la sala, las noticias retratan
No advirtieron que el estado vende la bala

En el momento de cambiar expectativas
El sistema me mata, quiero ver si me salva
Quiero ver si me salvo
Las cárceles no son entradas, los libros serán
Salidas

Escrita por: Diogo Tupã