Sobrevivendo no inferno, na viela eu resisto
Sem ajuda do governo e nem de Jesus Cristo
O mundo não assume e continua esquecido
Parede de tapume e chão de barro batido
Pobre entre os pobres, periferia da periferia
A um passo da rua, tão perto da morte
Mas a vingança terá o seu dia
Sem água, sem luz, também sem saneamento
A mágoa conduz o nosso ressentimento
Com um cano na cinta procuro uma solução
Mesmo em liberdade essa vida é uma prisão
Pobre entre os pobres, periferia da periferia
A um passo da rua, tão perto da morte
Mas a vingança terá o seu dia
Barraco de madeira!
Barraco de madeira!
Barraco de madeira!
Barraco de madeira!