Êxtase
Eu devia ter sentido o teu rancor
Mas tava doido num jogo de vasco-ô-ô-ô!
Eu fiquei cego na estrada de damasco
E armei num botequim, virei a mesa
Tava em êxtase que nem santa teresa
Eu devia ter partido a tua cara
Mas eu era um são sebastião flechado
Mais um seu zé mané, ungido e mal pago
Escada pro céu na rua da passagem
Aura marginal do morto na garagem
Barrabás, querubim, pinel
Eu, xará, um bárbaro arataca saqueando Roma
Eu, xará, um bêbado babaca em estado de coma
Eu, xará, o cordeiro de Deus, o bode expiatório
A testemunha ocular que não tem nada a ver
O condenado que não tem nada a perder
O mordomo na chanchada de suspense
O presunto na baixada fluminense
Ecstasy
I should have felt your resentment
But I was crazy about a Vasco game!
I went blind on the road to Damascus
And set up in a bar, turned the table
I was in ecstasy like Saint Teresa
I should have smashed your face
But I was a shot Saint Sebastian
Just another Joe Blow, anointed and poorly paid
Stairway to heaven on Passagem Street
Marginal aura of the dead in the garage
Barabbas, cherub, nutcase
I, namesake, a barbarian plundering Rome
I, namesake, a drunk idiot in a coma
I, namesake, the Lamb of God, the scapegoat
The eyewitness who has nothing to do with it
The condemned who has nothing to lose
The butler in the suspense farce
The ham in the Baixada Fluminense
Escrita por: Aldir Blanc / Djavan