Isocrônico
Você se foi
Fingiu ser o que comprou
Adormeceu no torpor
Não sou mais você, sou eu
Desceu do céu e cresceu
E quando meu canto acabar?
Anoiteceu
E a luz que me concedeu
Tende sempre a apagar
A dor mexeu
Com minhas feridas, meu eu
E quando minha força passar?
E se entrega pro relógio virar
Obcecado por recomeçar
E girando sem sair do lugar
E amanhã que se afasta dos seus
Discutir o infinito com Deus
Mas sem força para argumentar
Amanheceu
E as folhas viradas que eu
Cansei de tentar rasgar
Vou remoldar
Mentiras pro mundo contar
E quando a verdade chegar?
O mundo são rosas e dor
Arranjos de um campo sem cor
Caminhos que eu vou encontrar
E deixa meu grito ruir
Tirar as amarras e abrir
Será que o seu véu vai fluir?
E se entrega pro relógio virar
Obcecado por recomeçar
E girando sem sair do lugar
E amanhã que se afasta dos seus
Discutir o infinito com Deus
Mas sem força para argumentar
Isocrónico
Te has ido
Fingiste ser lo que compraste
Te adormeciste en la letargia
Ya no soy tú, soy yo
Descendiste del cielo y creciste
¿Y cuándo terminará mi canto?
Anocheció
Y la luz que me diste
Siempre tiende a apagarse
El dolor removió
Mis heridas, mi ser
¿Y cuándo se acabará mi fuerza?
Y te entregas para que el reloj gire
Obsesionado por empezar de nuevo
Y girando sin moverte del lugar
Y mañana que se aleja de los tuyos
Discutir el infinito con Dios
Pero sin fuerzas para argumentar
Amaneció
Y las hojas que doblé
Me cansé de intentar rasgar
Voy a remodelar
Contar mentiras al mundo
¿Y cuándo llegará la verdad?
El mundo son rosas y dolor
Arreglos de un campo sin color
Caminos que encontraré
Y deja que mi grito se desvanezca
Quitar las ataduras y abrir
¿Fluirá tu velo?
Y te entregas para que el reloj gire
Obsesionado por empezar de nuevo
Y girando sin moverte del lugar
Y mañana que se aleja de los tuyos
Discutir el infinito con Dios
Pero sin fuerzas para argumentar
Escrita por: Guilherme Costa / Leandro TG Mendes / Leonardo Nascimento / Thiago Holzmann