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Camino al revés

Dona Encrenca

Estrada invertida

Olha pra trás agora
Mas não abaixa a cabeça não
Sei que tu transformas;
Medo em fortaleza
Sonho em riqueza
Solidão em solidez

Eu sempre estive aqui
Você não percebeu
Eu quis te dar a mão você não quis... Adeus

Olha pra frente agora
O que passou não importa mais
Nada está perdido
A vida faz sentido
Eu fui teu bom amigo
Você de mim se perdeu

Eu quis te ajudar você não me escutou
Vendeu o teu olhar e o pouco que sobrou.

Te fiz pensar em mim como um modelo a copiar
Palavras que machucam, silencio que maltrata.
A cada dia que eu morria eu não te via reclamar

Mas hoje estas aqui
Diferente de mim
Teimo em me procurar no que sobrou de ti.

Só queira entender as coisas mais banais (eu só queria entender)
Por que as coisas mudam e então tudo desanda
Invento poesias repetidas.
Componho canções.
As marcas do meu corpo têm mais vida
Ganham dimensão e cor.

Camino al revés

Mira hacia atrás ahora
Pero no bajes la cabeza
Sé que transformas;
Miedo en fortaleza
Sueño en riqueza
Soledad en solidez

Siempre estuve aquí
No te diste cuenta
Quise darte la mano y no quisiste... Adiós

Mira hacia adelante ahora
Lo pasado ya no importa
Nada está perdido
La vida cobra sentido
Fui tu buen amigo
Te perdiste de mí

Quise ayudarte y no me escuchaste
Vendiste tu mirada y lo poco que quedó

Te hice pensar en mí como un modelo a seguir
Palabras que hieren, silencio que maltrata
Cada día que moría, no te quejabas

Pero hoy estás aquí
Diferente a mí
Insisto en buscarme en lo que quedó de ti

Solo quiero entender las cosas más simples (solo quería entender)
Por qué todo cambia y luego todo se desmorona
Invento poesías repetidas
Compongo canciones
Las marcas de mi cuerpo cobran más vida
Toman dimensión y color.

Escrita por: Bruno Anderson / Neto Maia