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Calle de los Ganaderos

Dorinho, Iara e Ponteli

Avenida Boiadeira

Como em quase todas as cidades
Há uma avenida onde passa o gado
Em minha terra também existia
Uma avenida sobre o meu passado

E foram tantas tardes de sol claro
Tantas e tantas nuvens de poeira
Que esta avenida hoje traz meu nome
Depois de ser estrada boiadeira

Velha avenida onde deixei
Rastro de infância que virou saudade
E hoje existe em cada esquina
Meu nome escrito para a eternidade

Foi a boiada longa de meu tempo
A passos lentos em silêncio andando
Meu coração, velho boiadeiro
Sabe que chega, mas não sabe quando

Talvez quando as paineiras tenham
Aberto as suas flores perfumadas
Igual um dia a paineira velha
Deu sua sombra descanso às boiadas

Velha avenida onde deixei
Rastro de infância que virou saudade
E hoje existe em cada esquina
Meu nome escrito para a eternidade

Se a dor se escreve em lápide de pedra
Hoje encontrei em placas reluzentes
Meu nome escrito a brilhar porque
Esta homenagem recebi contente

Foram quarenta anos de trabalho
Que felizmente estão reconhecidos
Quando os meus versos pelos céus voarem
E em minha terra alguém os tenha lido

Velha avenida onde deixei
Rastro de infância que virou saudade
E hoje existe em cada esquina
Meu nome escrito para a eternidade

Velha avenida onde deixei
Rastro de infância que virou saudade
E hoje existe em cada esquina
Meu nome escrito para a eternidade

Calle de los Ganaderos

Como en casi todas las ciudades
Hay una calle por donde pasa el ganado
En mi tierra también existía
Una calle sobre mi pasado

Y fueron tantas tardes de sol brillante
Tantas y tantas nubes de polvo
Que esta calle hoy lleva mi nombre
Después de ser camino de ganado

Vieja calle donde dejé
Rastro de infancia que se convirtió en nostalgia
Y hoy existe en cada esquina
Mi nombre escrito para la eternidad

Fue la larga manada de mi tiempo
Avanzando lentamente en silencio
Mi corazón, viejo ganadero
Sabe que llega, pero no sabe cuándo

Tal vez cuando los árboles de paineiras
Hayan abierto sus flores perfumadas
Como un día el viejo árbol de paineira
Dio su sombra de descanso a las manadas

Vieja calle donde dejé
Rastro de infancia que se convirtió en nostalgia
Y hoy existe en cada esquina
Mi nombre escrito para la eternidad

Si el dolor se escribe en lápidas de piedra
Hoy encontré en placas relucientes
Mi nombre escrito brillando porque
Recibí este homenaje contento

Fueron cuarenta años de trabajo
Que afortunadamente están reconocidos
Cuando mis versos vuelen por los cielos
Y alguien en mi tierra los haya leído

Vieja calle donde dejé
Rastro de infancia que se convirtió en nostalgia
Y hoy existe en cada esquina
Mi nombre escrito para la eternidad

Vieja calle donde dejé
Rastro de infancia que se convirtió en nostalgia
Y hoy existe en cada esquina
Mi nombre escrito para la eternidad

Escrita por: Jose Fortuna / Paraíso