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Narguilé

Drulucca

Narguilé

Teus olhos são meu remédio de tarja preta sem prescrição
Para o teu coração que um dia
Foi tão perspicaz
Me diz como se faz pra perceber
Que de tão bem te querer

Tão mal me faz

Andando tão sórdido
Com minha barba por fazer
Insano e sórdido
Eu vivo ao vento a mercê de tantos loucos
Que aos poucos vão mudando a minha cara

Ainda sou plácido
Mas não sou pra essas pessoas que me roubam
Revirando a minha paz me deixa a toa
E se mandam pr'outros ares de outros cantos

Pra se perceber
Que não era você
A minha mandala, minha yoga, o meu incenso
E nem a droga do meu narguilé
Você foi pior
Você foi meu pó
Minha pedra, meu abalo, meu sucesso em queda
Foi minha dose letal

Minha amarga existência
Minha abstinência
Mas hoje de fato eu sou sensato pras virtudes que me levam

Andando tão sórdido
Com minha barba por fazer
Insano e sórdido
Eu vivo ao vento a mercê de tantos loucos
Que aos poucos vão mudando a minha cara

Ainda sou plácido
Mas não sou pra essas pessoas que me roubam
Revirando a minha paz me deixa a toa
E se mandam pr'outros ares de outros cantos

Narguilé

Tus ojos son mi medicina de venta libre sin receta
Para tu corazón que alguna vez
Fue tan perspicaz
Dime cómo darme cuenta
Que al quererte tanto
Me hace tanto daño

Caminando tan sórdido
Con mi barba sin afeitar
Insano y sórdido
Vivo al viento a merced de tantos locos
Que poco a poco van cambiando mi rostro

Todavía soy tranquilo
Pero no soy para esas personas que me roban
Alterando mi paz me deja confundido
Y se van a otros aires de otros lugares

Para darse cuenta
Que no eras tú
Mi mandala, mi yoga, mi incienso
Y ni siquiera la droga de mi narguilé
Fuiste peor
Fuiste mi polvo
Mi piedra, mi sacudida, mi éxito en caída
Fue mi dosis letal

Mi amarga existencia
Mi abstinencia
Pero hoy en día soy sensato para las virtudes que me llevan

Caminando tan sórdido
Con mi barba sin afeitar
Insano y sórdido
Vivo al viento a merced de tantos locos
Que poco a poco van cambiando mi rostro

Todavía soy tranquilo
Pero no soy para esas personas que me roban
Alterando mi paz me deja confundido
Y se van a otros aires de otros lugares

Escrita por: Pedro Lucca Cândido