Cigano
Cigano esguio e trigueiro
Não sei porque me fascinas
Se o bater do teu pandeiro
Se as tuas mãos peregrinas
Quem quem me dera ser cigana
Seguir da vida os escolhos
Dentro duma caravana
E na prisão dos teus braços
Passar a fome que tens passado
Cantar e viver sempre a teu lado
Mentir nas feiras, roubá-lo
Ser como tu, ardilosa
Pedir por um velho cavalo
Uma conta fabulosa
Entender os dialectos
Das sensuais malaguenhas
Beijar-te os cabelos pretos
Quando a dançar te desgrenhas
Cantar ao som das velhas violas
Dançar no bater das castanholas
Ensina-me a tua fé
Ensina-me tudo isto
Que a tua raça calé
Também possui fé em cristo
Ó meu cigano adorado
Em troca ensino-te o fado!
Cigano
Cigano élancé et bronzé
Je ne sais pas pourquoi tu me fascines
Au son de ton tambourin
Avec tes mains vagabondes
Qui me donnerait d'être gitane
Suivre les aléas de la vie
Dans une caravane
Et dans l'étreinte de tes bras
Endurer la faim que tu as connue
Chanter et vivre toujours à tes côtés
Mentir aux marchés, te voler
Être comme toi, rusée
Demander un vieux cheval
Une somme fabuleuse
Comprendre les dialectes
Des sensuelles malaguenhas
T'embrasser les cheveux noirs
Quand en dansant tu te défrises
Chanter au son des vieilles guitares
Danser au rythme des castagnettes
Apprends-moi ta foi
Apprends-moi tout cela
Car ta race calé
Possède aussi la foi en Christ
Ô mon adoré cigano
En échange, je t'apprends le fado!
Escrita por: Joao Linhares Barbosa, Armando Artur da Silva Machado