Mateo Gamarra
Atención pido, señores, un momento pehendumi
La desgracia sucedido en el Puerto Guaraní
El 12 mes de octubre un baile oje-ofrecé
Omano Mateo Gamarra en manos de su mujer
Oje'ói la farrahápe pe pyhareve asaje
Rodando en este mundo para siempre en este día
El miércoles desgraciado a las 11 del mediodía
En la casa Miguel Medina la desgracia o-sucedé
Og̃uahẽ upépe Gamarra una polka para mí
Osẽma ombojeroky un tal Emilia Ortiz
Sin recelo voi Gamarra Emíliape omongeta
Ha héra la iserviha un tal Delfina Servín
Upéichandaje Gamarra toda la pieza ojapo
He'ima chupe Delfina: ¡Anivéna péicha reiko!
No hay caso, he'i Gamarra ha upéichante oseguí
Si es que ojedisgustarõ, che apoíntene ichugui
Ha upéva ohendu Delfina, Gamárrape osẽ he'i
¡Ha nde negozaharã, quién sabe che karai!
Che ha'e Delfina Servín ne'ĩra cheikuaapa
Kuña jepéniko che, anicheva'erã che burlá
Osẽma upépe Delfina con un revólver en la mano
Los cinco tiros seguido Gamárrape ojapipa
Ho'áma upépe Gamarra, ¡Socorro! Ojerure
¿Mba'ére piko, Delfina, rejapo kóicha cherehe?
¿Reikuaámapa Gamarra ku Delfina oje'eha?
Anichéne rejekeha, si a tiempo roavisá
Gamarra noñe'ẽvéima, más que solo he'iva'ekue
¡Adiósmante, los amigos! Pevy'aitékena cherehe
Mateo Gamarra
Atenção, senhores, um momento, por favor
A desgraça aconteceu no Porto Guaraní
No dia 12 de outubro, uma festa foi oferecida
O tal Mateo Gamarra nas mãos de sua mulher
A noite estava clara, naquela madrugada
Rodando neste mundo, para sempre neste dia
Na quarta-feira infeliz, às 11 da manhã
Na casa de Miguel Medina, a desgraça aconteceu
Chegou lá Gamarra, uma polca pra mim
Saiu pra dançar com uma tal de Emilia Ortiz
Sem receio, Gamarra conversou com Emília
E o nome da empregada era Delfina Servín
Assim Gamarra fez toda a peça
Delfina disse a ele: "Não fique assim!"
Não tem jeito, disse Gamarra, e assim continuou
Se você se incomodar, me avise, por favor
E ao ouvir isso, Delfina disse a Gamarra
"E você, seu safado, quem sabe, meu senhor!"
Eu sou Delfina Servín, não sou de te enganar
Mulher é assim, não deveria me subestimar
Saiu Delfina de lá com um revólver na mão
Cinco tiros disparados em Gamarra, sem perdão
Caiu Gamarra, "Socorro!" ele gritou
"Por que, Delfina, você fez isso comigo?"
Você sabia que Gamarra estava sendo falado?
Não me diga que você não sabia, se eu avisei a tempo
Gamarra não respondeu mais, só o que tinha dito
"Adeus, amigos! Que pena, não me ajudem!"