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Miedo

Duque de AraKe

Medo

Abri os olhos era quase dia, e eu sufocando, chamei teu nome você nem respondeu.
Ainda pude ver a poeira da estrada que você deixou como lembrança, não sei pra onde foi e nem se vai voltar.
Eu tento achar razão, mas já não culpo os sonhos que guardamos dentro, todos, de um só coração pra você fugir.
Eu já não tenho medo, eu não fecho os olhos, eu não ouço a tua voz, e só agora descobri...

Não há o que perder, nem o que ganhar
e é bem melhor viver assim do que se perder...

Se um dia a gente se cruza eu vou te dizer que não há explicação pro que você deixou pra tráz.
Se procura respostas, vou te falar:
- Olha em teu espelho que você terá!
É tão certo o quanto estavo errado, eu já não ouço nada, já nem penso em nada, eu me contento em esperar, e é bem melhor assim...
Eu já não tenho medo, eu não fecho os olhos, eu não ouço a tua voz, e só agora descobri...

Não há o que perder, nem o que ganhar
e é bem melhor viver assim do que se perder e nunca mais se encontrar.

Miedo

Abrí los ojos era casi de día, y yo sofocándome, llamé tu nombre y ni siquiera respondiste.
Todavía pude ver el polvo del camino que dejaste como recuerdo, no sé a dónde fuiste ni si volverás.
Intento encontrar razones, pero ya no culpo a los sueños que guardamos dentro, todos, de un solo corazón para que te escapes.
Ya no tengo miedo, no cierro los ojos, no escucho tu voz, y solo ahora descubrí...

No hay nada que perder, ni nada que ganar
y es mucho mejor vivir así que perderse...

Si un día nos cruzamos te diré que no hay explicación para lo que dejaste atrás.
Si buscas respuestas, te diré:
- ¡Mira en tu espejo y las tendrás!
Es tan cierto como estaba equivocado, ya no escucho nada, ni siquiera pienso en nada, me conformo con esperar, y es mucho mejor así...
Ya no tengo miedo, no cierro los ojos, no escucho tu voz, y solo ahora descubrí...

No hay nada que perder, ni nada que ganar
y es mucho mejor vivir así que perderse y nunca más encontrarse.

Escrita por: Gustavo Verde Milfont