Insensatez
De novo já tomei meu banho e sozinho no meu sonho
Acendo um cigarro vou à beira da vidraça para olhar a rua que está tão sem graça
Num trago eu observo a Lua que é tão triste está vazia
E tem a minha cara e de longe eu só enxergo essa tristeza que não acaba mais
Que em nada alivia que em nada anistia mesmo assim
Eu preciso dormir e pensar em abrir os olhos tão cedo e o enredo já sabemos de cor
Percorremos lado a lado esse caminho, mas é tudo tão vazio
E eu não posso mais fingir esta máscara faz rir
Eu não aguento mais ficar fazendo versos entoando
Que eu não presto de manha eu faço as malas e deleto essa memória sou neném não tenho história
De um porvir quem sabe faz, não eu não aguento mais
Palavras e conversas tão incertas e o seu jeito absurdas e seus ouvidos sempre surdos
Faz a festa e corre atrás, eu não te quero mais
Insensatez
De nuevo ya tomé mi baño y solo en mi sueño
Enciendo un cigarro, voy a la ventana para mirar la calle que está tan sin gracia
En un trago observo la Luna que es tan triste, está vacía
Y tiene mi cara y de lejos solo veo esa tristeza que no se acaba más
Que en nada alivia, que en nada anistía, aun así
Necesito dormir y pensar en abrir los ojos tan temprano y el argumento ya lo sabemos de memoria
Recorrimos lado a lado este camino, pero es todo tan vacío
Y ya no puedo más fingir, esta máscara hace reír
No aguanto más seguir haciendo versos entonando
Que no sirvo, por la mañana hago las maletas y borro esta memoria, soy un bebé, no tengo historia
De un futuro, quién sabe, hace, no, ya no aguanto más
Palabras y conversaciones tan inciertas y tu forma absurda y tus oídos siempre sordos
Haz la fiesta y corre tras, ya no te quiero más