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Alcoba

Edmar Gonçalves

Alcova

Já acostumei a repousar meu rosto
nas saliências macias do teu peito
esqueci do tempo sem pensar
são momentos infinitos de conforto
que até não sei dizer direito
se adormeço ouvindo o teu pulsar

Sentindo inquieto o teu corpo afeito
buscando espaço em nosso canto estreito
sinto uma nova emoção
e agora acomodado com mais jeito
vejo o meu cansaço refeito
pelo ágil caminhar da tua mão

E agitado meu corpo dança
em movimentos que partem de ti
e o irreal pouco a pouco alcança
sonhos de cada um fora de si.

Alcoba

Ya me acostumbré a apoyar mi rostro
en las suaves prominencias de tu pecho
olvidé del tiempo sin pensar
son momentos infinitos de confort
que ni siquiera sé explicar bien
si me quedo dormido escuchando tu latir

Sintiendo inquieto tu cuerpo familiar
buscando espacio en nuestro rincón estrecho
siento una nueva emoción
y ahora acomodado con más cuidado
veo mi cansancio renovado
por el ágil andar de tu mano

Y agitado mi cuerpo baila
en movimientos que parten de ti
y lo irreal poco a poco alcanza
sueños de cada uno fuera de sí.

Escrita por: Edmar Gonçalves, Almircy Pinto