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Hombre de mi época

Edmilson Aparecido

Homem do Meu Tempo

Vou levando a vida e a vida me levando, tudo é viver
Embalando amores nas canções mais comovidas,
Do meu carro eu posso ver
Gente pelos bares, telefones celulares,
Nuvens de fumaça
Crianças brincam numa praça
Isso mexe com as minhas emoções
Avião, metrô, velocidade essa cidade que não dorme
Avança no sentido do futuro
Para que tudo se transforme
Imagens e palavras chegam via internet
Eu sou mais um viajante, um sonhador
Diante de um maravilhoso mundo novo
A tela de um computador

Vou vivendo a vida, momento a momento
Deixando o meu sentimento nas canções que invento
Prá falar de amores
Sou um ser humano, homem do meu tempo
O futuro é onde eu moro, mas no fundo eu adoro
Conversar com as flores
Vou seguindo em frente,
Mil faróis, máquinas quentes cantam pneus
Quanto mais eu vejo esse progresso a minha frente, mas eu tenho fé em Deus
Prédios aos milhares, gente, usinas nucleares, sondas no espaço
Mas é a força de uma abraço que renova
Essas minhas emoções
Paro no sinal, vejo pessoas sem abrigo e sem destino
Onde estão os filhos desses velhos e os pais desses meninos
São coisas que eu pergunto e a resposta é o silêncio
Que me dá um grande medo, tristeza e dor
Será que alguém vai perguntar em poucos anos
O que era o amor?

Hombre de mi época

Voy llevando la vida y la vida me lleva, todo es vivir
Envolviendo amores en las canciones más conmovedoras,
Desde mi auto puedo ver
Gente en los bares, teléfonos celulares,
Nubes de humo
Niños jugando en una plaza
Esto mueve mis emociones
Avión, metro, la velocidad de esta ciudad que no duerme
Avanza hacia el futuro
Para que todo se transforme
Imágenes y palabras llegan a través de internet
Soy uno más de los viajeros, un soñador
Frente a un maravilloso mundo nuevo
La pantalla de una computadora

Voy viviendo la vida, momento a momento
Dejando mis sentimientos en las canciones que invento
Para hablar de amores
Soy un ser humano, hombre de mi época
El futuro es donde vivo, pero en el fondo adoro
Conversar con las flores
Sigo adelante,
Mil faros, máquinas calientes cantan neumáticos
Mientras más veo este progreso frente a mí, más tengo fe en Dios
Edificios por miles, gente, plantas nucleares, sondas en el espacio
Pero es la fuerza de un abrazo la que renueva
Estas emociones mías
Paro en el semáforo, veo personas sin hogar y sin rumbo
¿Dónde están los hijos de esos ancianos y los padres de esos niños?
Son cosas que me pregunto y la respuesta es el silencio
Que me da un gran miedo, tristeza y dolor
¿Alguien preguntará en pocos años
Qué era el amor?

Escrita por: Paulinho Rezende / Paulo Debétio