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Angu de Caroço

Edu Lobo

Angu de Caroço

No frevo dança, dancei
Entrei até o pescoço
Estava muito mais moço
E quase me atrapalhei
E cada passo que eu dei
Cada fogueira pulei
E nunca mais que larguei
Aquele angu de caroço
Quando cheguei por aqui
Troquei a hora do trem
Perdi a vez do almoço
E nesse pique, porém
Eu já não era ninguém
No meio desse alvoroço
E nunca mais que saí
Do fundo daquele poço

Angu de Caroço

En el baile de frevo, bailé
Me sumergí hasta el cuello
Estaba mucho más joven
Y casi me tropecé
Y cada paso que di
Cada fogata salté
Y nunca más solté
Ese angu de caroço
Cuando llegué por acá
Cambié la hora del tren
Perdí el turno del almuerzo
Y en este apuro, sin embargo
Ya no era nadie
En medio de este alboroto
Y nunca más salí
Del fondo de ese pozo

Escrita por: Cacaso / Têtes Raides