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Luz del Sertón

Eduardo das Neves

Luar do Sertão

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

Oh, que saudade do luar da minha terra
Braqueando, Lá na serra, folhas secas pelo chão
Esse luar, lá da cidade, tão escuro
Não tem aquela saudade do luar lá do sertão

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

Se a Lua nasce por detrás da verde mata
Mais parece um Sol de prata, prateando a solidão
E a gente pega na viola que ponteia
E a canção e a Lua cheia a nos nascer do coração

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

Coisa mais bela nesse mundo não existe
Do que ouvir que um galo triste, no sertão se faz luar
Parece até que a alma da Lua é quem descansa
Escondida na garganta desse galo a soluçar

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

A gente fria desta terra sem poesia
Não faz caso dessa Lua nem se importa com o luar
Enquanto a onça, lá detrás da capoeira
Leva uma hora inteira, vendo a Lua, a meditar

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

Ah, quem me dera se eu morresse lá na serra
Abraçado à minha terra e dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Onde, à tarde, a sururina chora a sua viuvez

Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão
Não há, oh, gente, oh, não
Luar como esse do sertão

Luz del Sertón

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

Oh, qué nostalgia de la luz de mi tierra
Brillando, allá en la sierra, hojas secas por el suelo
Esta luz, de la ciudad, tan oscura
No tiene esa nostalgia de la luz allá del sertón

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

Si la Luna nace detrás de la verde selva
Parece más un Sol de plata, iluminando la soledad
Y nosotros tomamos la guitarra que suena
Y la canción y la Luna llena nos nace del corazón

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

Cosa más bella en este mundo no existe
Que escuchar a un gallo triste, en el sertón hace luz
Parece hasta que el alma de la Luna es quien descansa
Escondida en la garganta de ese gallo que solloza

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

La gente fría de esta tierra sin poesía
No le importa esa Luna ni se preocupa por la luz
Mientras la onza, allá detrás de la maleza
Toma una hora entera, viendo la Luna, a meditar

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

Ah, quién me diera si yo muriera allá en la sierra
Abrazado a mi tierra y durmiendo de una vez
Ser enterrado en una grieta pequeñita
Donde, por la tarde, la sururina llora su viudez

No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón
No hay, oh, gente, oh, no
Luz como esta del sertón

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense