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Acostumado

Eduardo Marques

Acostumado

Eu, você nem imagina que tristeza
Quando sento em minha mesa
Ficou vago o seu lugar
Ou se exploro o quarto que silencioso

Foi um tempo tão vaidoso
Tinha flores pra enfeitar
O chão que era um espelho
Está embaçado e o meus ternos mal dobrados

Tanta coisa sem lugar, pra você ver
Por nós dois tão covarde separados
O que fica assim errado
Sem ter culpa de ficar

E então eu lhe deixo aberto a minha porta
E te esperar a sua volta
Deixo tudo como está

Pois mesmo que eu me visse obrigado
Não ficava acostumado com outra no seu lugar

Acostumado

Yo, tú ni te imaginas qué tristeza
Cuando me siento en mi mesa
Quedó vacío tu lugar
O si exploro el cuarto que silencioso

Fue un tiempo tan vanidoso
Tenía flores para adornar
El piso que era un espejo
Está empañado y mis trajes mal doblados

Tantas cosas fuera de lugar, para que veas
Por los dos tan cobarde separados
Lo que queda así mal
Sin tener culpa de quedarse

Y entonces te dejo abierta mi puerta
Y espero tu regreso
Dejo todo como está

Porque aunque me viera obligado
No me acostumbraría a otro en tu lugar

Escrita por: Eduardo Marques