Pergunte Ao Disco
Cadê a porra da minha paciência?
Não tá fácil entender
Eu peço por um tequinho de clemencia
Dê tempo ao disco, meu amor
Agora eu vou dizendo bobagens
Antes que eu me perca na viagem, tô prevendo
Visito museus de mim mesmo
Cadê o nexo do que causou carência?
É transmitido no busão
Você caiu em ombros que não tem postura
Mas quem presta atenção?
Agora eu vou abraçando estranhos
Me encontrando em olhares tão famintos, tô tentando
Não fazer sentindo no que eu janto
Agora eu me torno selvagem
Preciso encantar minha miragem, vou cedendo
Insisto que não aja tempo
Insisto que aja veneno
Pregunta Al Disco
¿Dónde está mi maldita paciencia?
No es fácil entender
Pido un poquito de clemencia
Dale tiempo al disco, mi amor
Ahora empiezo a decir tonterías
Antes de perderme en el viaje, lo veo venir
Visito museos de mí mismo
¿Dónde está la conexión de lo que causó la carencia?
Se transmite en el bus
Caíste en hombros que no tienen postura
Pero ¿quién presta atención?
Ahora abrazo a extraños
Me encuentro en miradas tan hambrientas, estoy intentando
No tener sentido en lo que ceno
Ahora me vuelvo salvaje
Necesito encantar mi espejismo, me estoy rindiendo
Insisto en que no haya tiempo
Insisto en que haya veneno
Escrita por: Eduardo Pavloski