Caximbo
Sou a madeira que sempre fico na beira
Perfume de sarro e cera
Que dança no seu beicinho
É evidente que sou preso pelos dentes
Chaminé dos inocentes
Embebedo de mansinho
Sou pau de boca de saci a magistrado
Desejado e adorado
Alimentado pelo fumo
Mata cachorro bem capacho distraído
Carimbado e mal vestido
Que eu não sei qual o meu rumo
Sou a birita mescla de cachaça e mel
Cabeça seca pelo céu
Pela chama do atrito
No meu fornilho se deita qualquer tabaco
A chupada me faz fraco
Sou um verdadeiro pito
Seu pensador vê se decifra pra mim
Já passei por tanto horror
Por que é que não morri
Será que é pra manter o combinado
Que pra ter um chupador
Tem que nascer um já chupado
Ah, ah, ah, ah, ah, ah
Tá assustado, tá assustado?
Caximbo
Soy la madera que siempre queda en la orilla
Perfume de sarro y cera
Que baila en tu boquita
Es evidente que estoy atrapado por los dientes
Chimenea de los inocentes
Embriagado lentamente
Soy palo de boca de saci a magistrado
Deseado y adorado
Alimentado por el humo
Mata perros bien sumisos distraídos
Sellado y mal vestido
Que no sé cuál es mi rumbo
Soy la birra mezcla de cachaça y miel
Cabeza seca por el cielo
Por la llama del roce
En mi hornillo se acuesta cualquier tabaco
La chupada me debilita
Soy un verdadero pito
Tu pensador, a ver si descifras para mí
He pasado por tanto horror
¿Por qué no morí?
Será para mantener lo acordado
Que para tener un chupador
Debe nacer uno ya chupado
Ah, ah, ah, ah, ah, ah
¿Estás asustado, estás asustado?
Escrita por: Edvaldo Santana / Osnofa