Imbalança
Óia a palha do coqueiro quando o vento dá
Olha o tombo da jangada nas ondas do mar
Pra você aguentar meu rojão
É preciso saber requebrar
Ter molejo nos pés e nas mãos
Ter no corpo o balanço do mar
Ser que nem carrapeta no chão
E virar folha seca no ar
Que é pra quando escutar meu baião
Imbalança, imbalança, imbalançar
Imbalança, imbalança, imbalançar
Imbalança, imbalança, imbalançar
Você tem que viver no sertão
Pra na rede aprender embalar
Aprender a bater no pilão
Na peneira aprender peneirar
Ver relampo no meio do truvão
Fazer cobra de fogo no ar
Que é pra quando escutar meu baião
Imbalança, imbalança, imbalançar
Imbalança, imbalança, imbalançar
Imbalança, imbalança, imbalançar
Iaiá, ô Iaiá
Minha preta não sabe o que eu sei
O que eu vi nos lugares onde andei
Quando eu contar, Iaiá
Você vai se pasmar
Desbalance
Escucha la paja del cocotero cuando sopla el viento
Mira la caída de la balsa en las olas del mar
Para que puedas soportar mi ritmo
Debes saber menear
Tener flexibilidad en los pies y en las manos
Tener en el cuerpo el balanceo del mar
Ser como una peonza en el suelo
Y convertirte en hoja seca en el aire
Para que cuando escuches mi baião
Desbalance, desbalance, desbalancear
Desbalance, desbalance, desbalancear
Desbalance, desbalance, desbalancear
Debes vivir en el sertão
Para aprender a mecer en la hamaca
Aprender a golpear en el mortero
En el tamiz aprender a tamizar
Ver relámpagos en medio de la tormenta
Hacer serpientes de fuego en el aire
Para que cuando escuches mi baião
Desbalance, desbalance, desbalancear
Desbalance, desbalance, desbalancear
Desbalance, desbalance, desbalancear
Iaiá, oh Iaiá
Mi negra no sabe lo que yo sé
Lo que vi en los lugares por donde anduve
Cuando cuente, Iaiá
Te quedarás asombrada
Escrita por: Beto Sem Braço / Luiz Gonzaga / Serginho Meriti / Trecho Da Obra Quando Eu Contar (Iaiá / Zé Dantas