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Luz del Sertão

Elcio Dias

Luar do Sertão

Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Ó, que saudade do luar da minha terra
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão
Esse luar lá na cidade tão escuro
Não tem aquela saudade
Do luar lá do sertão
Se a lua nasce por detrás da verde mata
Mas parece um sol de prata
Prateando a solidão
E a gente pega a viola que ponteia
E a canção e a lua cheia
A nos nascer do coração
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão
Coisa mais bela neste mundo
Não existe
Do que ouvir um galo triste
No sertão se faz luar
Parece até que a alma da lua
É que diz, canta
Escondida na garganta
Desse galo a soluçar
A quem me dera
Eu morresse lá na serra
Abraçado a minha terra
E dormindo de uma vez
Ser enterrado numa grota pequenina
Chora a sua viuvez
Não há, ó gente, ó não
Luar como esse do sertão

Luz del Sertão

No hay, oh gente, oh no
Luz como esta del sertão
Oh, qué nostalgia por la luz de mi tierra
Allá en la sierra blanqueando hojas secas por el suelo
Esa luz allá en la ciudad tan oscura
No tiene esa nostalgia
De la luz allá del sertão
Si la luna nace detrás de la verde mata
Parece un sol de plata
Plateando la soledad
Y la gente toma la guitarra que puntea
Y la canción y la luna llena
Al nacer en nuestros corazones
No hay, oh gente, oh no
Luz como esta del sertão
Nada más bello en este mundo
Existe
Que escuchar a un gallo triste
En el sertão se hace luz
Parece que el alma de la luna
Es la que dice, canta
Escondida en la garganta
De ese gallo sollozante
¡Quién pudiera yo
Morir allá en la sierra
Abrazado a mi tierra
Y durmiendo de una vez
Ser enterrado en una pequeña gruta
Llora su viudez
No hay, oh gente, oh no
Luz como esta del sertão

Escrita por: Catulo da Paixão Cearense / João Pernambuco