395px

El Imaginario

Elcio Senna

O Imaginário

Os dias estão correndo, a terra voando, a velocidade da luz encontrou o seu rival!
O imaginário

Sou um capitão de uma nação que beija a minha mão, eu tenho coroa e isso não é à toa
A guerra começa e minhas armas estão no ar, encontram um avião e nele tem uma capitã, que entra como vilã
O inimigo foi abatido e o seu corpo está no chão, o seu sangue rolando na direção da minha mão
Eu não vejo solução, pois é ele a salvação

Os nimigos estão tombando, os prédios desabando, estou no patamar, glorificado seja Deus por devolver o meu lugar
Sou um imaginário que anda sobre as nuvens e corre sobre as águas para ouvir as minhas armas me chamarem de Rei
Sou um imaginário que anda sobre as nuvens e corre sobre as águas para ouvir as minhas armas me chamarem de Rei
Os inimigos não se entregam, tudo deixou de ser normal, agora quem manda é o mal

Eu vou caminhando para mais uma batalha e um soldado diz que não sou o Super Homem, que tudo o bicho come
Tudo é um vai e vem e eu vou mais além, eu não sou de aço e ando passo a passo
Mas sou mais rápido que uma bala e que o Homem de aço

As minhas armas começam a cantar, a escuridão começa a clarear
Eu não vejo mais o chão, estou flutuando no espaço e sua imensidão
Tudo está girando, mas nada está andando, o frio é imenso, as mágoas chegando
A onde está o criador para aliviar a minha dor
Vejo uma luz intensa na minha direção, pai eu vim pra ti buscar
Eu não sou merecedor a quem eu plantei a dor

Sou um imaginário que anda sobre as nuvens e corre sobre as águas para ouvir as minhas armas me chamarem de Rei
Vou para a minha casa ver a minha mulher, procuro nos espaços, mas ela está no seu quarto
Encontro ela na janela a onde costumava a ficar, esperando a minha chegada para eu poder amá-la
Ela se vira na minha direção com uma foto minha na mão, vejo as suas lágrimas correndo pelo chão
Eu me aproximo dela e digo para ela, cadê a minha amada que era um conto de fada
Eu tento tocá-la, mas consigo passá-la, não estou entendo nada e começo a chorar, cadê a minha filha que queria me levar

Sou um imaginário que anda sobre as nuvens e corre sobre as águas para ouvir as minhas armas me chamarem de Rei
Estou sentado perto do meu castelo, minha mulher aparece com um cajado belo, era do seu pai
Ela sempre me lembrava dele e de todo o mal que fiz a ele
Ela vira as costas para o meu Reino, joga o cajado no chão, aqui eu não coloco mais os meus pés não
O Rei desse castelo não foi nenhuma maravilha, destruiu a minha vida e matou a minha filha
Tanto que orei, agora mais nada temerei, pois a morte
É o novo Rei!

Sou um imaginário que anda sobre as nuvens e corre sobre as águas para ouvir as minhas armas me chamarem de Rei

El Imaginario

Los días están corriendo, la tierra volando, la velocidad de la luz encontró a su rival!
El imaginario

Soy un capitán de una nación que besa mi mano, tengo corona y no es en vano
La guerra comienza y mis armas están en el aire, encuentran un avión y dentro hay una capitana, que entra como villana
El enemigo fue abatido y su cuerpo está en el suelo, su sangre fluyendo en dirección a mi mano
No veo solución, pues él es la salvación

Los enemigos están cayendo, los edificios derrumbándose, estoy en el umbral, glorificado sea Dios por devolverme mi lugar
Soy un imaginario que camina sobre las nubes y corre sobre las aguas para escuchar a mis armas llamarme Rey
Soy un imaginario que camina sobre las nubes y corre sobre las aguas para escuchar a mis armas llamarme Rey
Los enemigos no se rinden, todo dejó de ser normal, ahora quien manda es el mal

Voy caminando hacia otra batalla y un soldado dice que no soy Superman, que todo lo come el bicho
Todo es un vaivén y yo voy más allá, no soy de acero y camino paso a paso
Pero soy más rápido que una bala y que el Hombre de Acero

Mis armas comienzan a cantar, la oscuridad empieza a aclarar
Ya no veo el suelo, estoy flotando en el espacio y su inmensidad
Todo gira, pero nada avanza, el frío es intenso, las penas llegando
¿Dónde está el creador para aliviar mi dolor?
Veo una luz intensa hacia mí, padre vengo a buscarte
No soy merecedor de lo que sembré de dolor

Soy un imaginario que camina sobre las nubes y corre sobre las aguas para escuchar a mis armas llamarme Rey
Voy a casa a ver a mi mujer, busco en los espacios, pero ella está en su habitación
La encuentro en la ventana donde solía estar, esperando mi llegada para amarla
Se voltea hacia mí con una foto mía en la mano, veo sus lágrimas correr por el suelo
Me acerco y le digo, ¿dónde está mi amada que era un cuento de hadas?
Intento tocarla, pero la atravieso, no entiendo nada y comienzo a llorar, ¿dónde está mi hija que quería llevarme?

Soy un imaginario que camina sobre las nubes y corre sobre las aguas para escuchar a mis armas llamarme Rey
Estoy sentado cerca de mi castillo, mi mujer aparece con un bastón hermoso, era de su padre
Siempre me recordaba a él y a todo el mal que le hice
Da la espalda a mi Reino, arroja el bastón al suelo, aquí ya no pongo más los pies
El Rey de este castillo no fue ninguna maravilla, destruyó mi vida y mató a mi hija
Tanto que oré, ahora nada temeré, pues la muerte
¡Es el nuevo Rey!

Soy un imaginario que camina sobre las nubes y corre sobre las aguas para escuchar a mis armas llamarme Rey

Escrita por: Elcio Senna