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Oco

Elefante Manga

Oco

Ando estranho de novo falando comigo demais
Sambando por assuntos de outros carnavais
Assombrado em meu canto, peço pressa para acreditar
Que o universo gira e estarei lá quando girar

O tempo tá corrido, ocupado, sem tempo para mim
Descalço, indeciso, entre a escada e o trampolim
Nada é nosso amigo, nada pra não se afogar
Às vezes parede, pareço desacreditar

E rostos daqui
Aparecem lá
Chamam pra ir
Vem me buscar

É vazio, é escuro, na selva não há lugar pra dormir
Tem sempre uma sombra que encara a gente aqui
Tropeço em remédios atraso o verso confesso não dá mais
Tá difícil correr entre estúpidos animais

O trajeto é reto, mas é fácil de errar
Vou andar pelo certo, mas gosto de desviar
Caminho de concreto, caminho pelo seu jardim
Colhendo papéis e pedaços de marfim

E rostos daqui
Aparecem lá
Chamam pra ir
Vem me buscar

E rostos daqui
Aparecem lá
Chamam pra ir
Vem me buscar

E rostos daqui
Vem me buscar

Oco

Ando raro de nuevo hablando conmigo de más
Sambando sobre temas de otros carnavales
Asustado en mi rincón, pido prisa para creer
Que el universo gira y estaré ahí cuando gire

El tiempo va rápido, ocupado, sin tiempo para mí
Descalzo, indeciso, entre la escalera y el trampolín
Nada es nuestro amigo, nada para no ahogarse
A veces pared, parezco dejar de creer

Y rostros de aquí
Aparecen allá
Llaman para ir
Ven a buscarme

Es vacío, es oscuro, en la selva no hay lugar para dormir
Siempre hay una sombra que nos mira aquí
Tropiezo con medicamentos, atraso el verso, confieso que no da más
Está difícil correr entre animales estúpidos

El camino es recto, pero es fácil errar
Voy a andar por lo correcto, pero me gusta desviar
Camino de concreto, camino por tu jardín
Cosechando papeles y pedazos de marfil

Y rostros de aquí
Aparecen allá
Llaman para ir
Ven a buscarme

Y rostros de aquí
Aparecen allá
Llaman para ir
Ven a buscarme

Y rostros de aquí
Ven a buscarme

Escrita por: Elefante Manga