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Bruto

Eleonora Falcone

Bruto

Vejo o infinito no teu corpo bruto
Tua perna terna, teu fruto
Teu corpo nu
Feroz de animal

Nada é mais doce
Nada é mais nu
Nem peixe, nem hipopótamo nem lua
Teu corpo de infinito
De homem masculino
De braço, de muque, de sôco
De céu, de beleza, de verdade

Teu corpo de bosque
Teu corpo de verão
Tua imagem quente entra
Na carne do meu coração
Que é o meu corpo feminino
De nuvem, de sopro, de fogo
Na bruma, na neblina

Bruto

Veo el infinito en tu cuerpo bruto
Tu pierna tierna, tu fruto
Tu cuerpo desnudo
Feroz como un animal

Nada es más dulce
Nada es más desnudo
Ni pez, ni hipopótamo, ni luna
Tu cuerpo de infinito
De hombre masculino
De brazo, de músculo, de golpe
De cielo, de belleza, de verdad

Tu cuerpo de bosque
Tu cuerpo de verano
Tu imagen ardiente se adentra
En la carne de mi corazón
Que es mi cuerpo femenino
De nube, de aliento, de fuego
En la bruma, en la neblina

Escrita por: Luis Capucho