Prisioneiro
- Eu perdi. Tudo bem, aceito que perdi. Aquilo que pensei não pôde ser, metade do que fiz foi me enganar. E a outra metade foi sonhar em vão, feito pássaro morto, nessa prisão.
Lembra lá? O quanto foi difícil acreditar! Sem tempo pra perder ou pra ouvir a alma... É o precipício do olhar... Tentei fugir, me encontrar... Não há mal em ser louco se for por amor.
Não vá dizer que não sabe, não vá chorar por tão pouco. Não vá dizer... Vá embora!
Agora vá! Não há mais porque você ficar. Meu medo é te prender, como eu aqui...
- A calma é um artifício tão vulgar! Mas, desse lugar, pra sairmos sãos... Só com amor por perto pra ficar em paz!
Não vá dizer que não sabe, não vá chorar por tão pouco. Não vá dizer "vá embora!"
- Eu perdi. Aceito que perdi... Sem mais o que perder, não quis te ouvir. A alma é o precípício do olhar.
Não vá dizer que não sabe, não vá chorar por tão pouco. Não vá dizer... Vá embora!
Prisionero
Perdí. Está bien, acepto que perdí. Lo que pensé no pudo ser, la mitad de lo que hice fue engañarme. Y la otra mitad fue soñar en vano, como pájaro muerto, en esta prisión.
¿Recuerdas? ¡Qué difícil fue creer! Sin tiempo que perder o para escuchar el alma... Es el precipicio de la mirada... Intenté escapar, encontrarme... No hay mal en ser loco si es por amor.
No vayas a decir que no sabes, no llores por tan poco. ¡No digas nada... Vete!
¡Ahora vete! Ya no hay razón para que te quedes. Mi miedo es atraparte, como yo aquí...
La calma es un artificio tan vulgar. Pero, desde este lugar, para salir sanos... ¡Solo con amor cerca para estar en paz!
No vayas a decir que no sabes, no llores por tan poco. ¡No digas 'vete'!
Perdí. Acepto que perdí... Sin nada más que perder, no quise escucharte. El alma es el precipicio de la mirada.
No vayas a decir que no sabes, no llores por tan poco. ¡No digas nada... Vete!
Escrita por: Artur Nabeth / Manfredo Junior