395px

Praga

Elisa Coelho

Praga

Eu quero te ver
Sem ter nada, roendo calçada
Dormindo no chão!
Eu hei de te ver todo rasgado
Em minha porta, ajoelhado
Implorando meu perdão!
O meu perdão

Então ficarei sem vingança
De tanta pancada
Meu Deus, que horror!
E quando voltava pro distrito
Por ter feito algum conflito
Em favor do nosso amor!
Do nosso amor

Se tu não vieres
Por causa de outras mulheres
Eu irei te buscar!
Na nossa casa lá no morro
Nego, peste, vagabundo!
Meu mulato do outro mundo
E por você, eu quase morro

(Nego, peste, vagabundo!)

Praga

Quiero verte
Sin nada, mordiendo la acera
¡Durmiendo en el suelo!
He de verte todo desgarrado
En mi puerta, arrodillado
¡Implorando mi perdón!
Mi perdón

Entonces me quedaré sin venganza
De tantos golpes
¡Dios mío, qué horror!
Y al regresar al barrio
Por haber tenido algún conflicto
¡En nombre de nuestro amor!
De nuestro amor

Si no vienes
Por culpa de otras mujeres
¡Iría a buscarte!
En nuestra casa en la colina
Negro, diablo, vagabundo
¡Mi mulato de otro mundo!
Y por ti, casi muero

(Negro, diablo, vagabundo!)

Escrita por: J. Aimberê