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Ponteio

Elizeth Cardoso

Ponteio

Era um, era dois, era cem,
era o mundo chegando e ninguém,
que soubesse que sou violeiro,
Que me desse um amor ou dinheiro.
Era um, era dois, era cem,
vieram prá me perguntar:
Ô voce, de onde vai, de onde vem,
diga logo o que tem prá contar
Parado no meio do mundo,
senti chegar meu momento
Olhei pro mundo e nem via,
nem sombra, nem sol, nem vento

Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, prá cantar

Era um dia, era claro, quase meio,
era um canto calado, sem ponteio
Violência, viola, violeiro,
era morte em redor, mundo inteiro
Era um dia, era claro, quase meio,
tinha um que jurou me quebrar
Mas não lembro de dor nem receio,
só sabia das ondas do mar
Jogaram a viola no mundo,
mas fui lá no fundo buscar
Se eu tomo e viola, ponteio,
meu canto não posso parar, não

Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, ponteio, ponteio, todo mundo pontear
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, pontear

Era um, era dois, era cem,
era um dia, era claro, quase meio
Encerrar meu cantar já convém,
prometendo um novo ponteio
Certo dia que sei por inteiro,
eu espero, não vai demorar
Esse dia estou certo que vem,
diga logo que vim prá buscar
Correndo no meio do mundo,
não deixo a viola de lado,
Vou ver o tempo mudado,
e um novo lugar prá cantar

Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora, eu tivesse a viola prá cantar, ponteio
Quem me dera agora...

Ponteio

Era uno, era dos, era cien,
era el mundo llegando y nadie,
que supiera que soy guitarrista,
que me diera amor o dinero.
Era uno, era dos, era cien,
vino a preguntarme:
Oye tú, ¿de dónde vienes, a dónde vas?,
dime pronto qué tienes que contar
Parado en medio del mundo,
sentí llegar mi momento
Miré al mundo y no veía,
ni sombra, ni sol, ni viento

Ojalá ahora tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, para cantar

Era un día, era claro, casi mediodía,
era un canto callado, sin punteo
Violencia, guitarra, guitarrista,
era muerte alrededor, mundo entero
Era un día, era claro, casi mediodía,
había uno que juró romperme
Pero no recuerdo dolor ni temor,
solo sabía de las olas del mar
Arrojaron la guitarra al mundo,
pero fui al fondo a buscarla
Si tomo la guitarra y punteo,
mi canto no puedo detener, no

Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear, puntear, todos punteando
Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear

Era uno, era dos, era cien,
era un día, era claro, casi mediodía
Es hora de terminar mi canto,
prometiendo un nuevo punteo
Un día que conozco completamente,
espero, no tardará
Ese día estoy seguro que vendrá,
dime pronto que vine a buscar
Corriendo en medio del mundo,
no dejo la guitarra de lado,
Veré el tiempo cambiado,
y un nuevo lugar para cantar

Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora, tuviera la guitarra para cantar, puntear
Ojalá ahora...

Escrita por: Têtes Raides / Jose Carlos Capinam