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Última Forma

Elizeth Cardoso

Última Forma

É, como eu falei, não ia durar
Eu bem que avisei, pois é, vai desmoronar
Hoje ou amanhã, um vai se curvar
E graças a Deus, não vai ser eu quem vai mudar
Você perdeu
E sabendo com que eu lidei não vou me prejudicar,
nem sofrer, nem chorar, nem vou voltar atrás
Estou no meu lugar, não há razão pra se ter paz
com quem só quis rasgar o meu cartaz
E agora pra mim você não é nada mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar?

Porém, pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu!
Não saberei jamais se você merece perdão
porque eu não sou capaz de esquecer uma ingratidão
E você foi um a mais
E qualquer um pode se enganar
Você foi comum, pois é, você foi vulgar
O que é que eu fui fazer quando dispus te acompanhar?
Porém, pra mim você morreu
Você foi castigo que Deus me deu!
E como sempre se faz, aquele abraço, adeus
e até nunca mais!
Aquele abraço, adeus e até nunca mais!

Última Forma

É, como dije, no iba a durar
Te lo advertí, así es, se va a derrumbar
Hoy o mañana, uno se doblegará
Y gracias a Dios, no seré yo quien cambie
Tú perdiste
Y sabiendo con qué lidié, no me perjudicaré,
no sufriré, no lloraré, no volveré atrás
Estoy en mi lugar, no hay razón para tener paz
con quien solo quiso rasgar mi cartel
Y ahora para mí, no eres nada más
Y cualquiera puede equivocarse
Fuiste común, así es, fuiste vulgar
¿Qué demonios hice al decidir acompañarte?

Sin embargo, para mí, moriste
¡Fuiste el castigo que Dios me dio!
Nunca sabré si mereces perdón
porque no soy capaz de olvidar una ingratitud
Y fuiste uno más
Y cualquiera puede equivocarse
Fuiste común, así es, fuiste vulgar
¿Qué demonios hice al decidir acompañarte?
Sin embargo, para mí, moriste
¡Fuiste el castigo que Dios me dio!
Y como siempre se hace, ese abrazo, adiós
¡Y hasta nunca más!
¡Ese abrazo, adiós y hasta nunca más!

Escrita por: Baden Powell / Paulo César Pinheiro