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Silenciados

Elizeu Gomes

Emudecidos

O que pensou aquele mar, quando Jesus andou sobre suas águas
O que pensou aquela dor quando ele ordenou e ela se foi
O que pensou aquela água, quando ele em vinho a transforma
O que pensou a morte, quando ele em fim ressuscitou
O quer pensou o inferno, quando as chaves ele tomou
O que pensou a cruz, quando ele da morte se levantou

EMUDECIDOS, sem palavras e comentários, indizível e sem noção
Sem parâmetros, paradigmas, o enigma desta unção
A surpresa do eterno, o drama da minha salvação
EMUDECIDOS, não tem mais o que dizer, nem tampouco explicar
Já não pra discutir e nem mesmo discordar
Para tudo, eu levanto minhas mãos para adorar

O que pensou aquele cego quando ele tocou e deu as vistas
O que pensou o jumentinho que levou o meu mestre a Jerusalém
O que pensou Barrabás quando trocou a sua vida pelo inocente
O que pensou Cirineu quando olhou o olhar do meu Jesus
O quer pensou o inferno, quando as chaves ele tomou
O que pensou a cruz, quando ele da morte se levantou

Silenciados

Qué pensó aquel mar, cuando Jesús caminó sobre sus aguas
Qué pensó aquel dolor cuando él ordenó y se fue
Qué pensó aquel agua, cuando la transformó en vino
Qué pensó la muerte, cuando finalmente resucitó
Qué pensó el infierno, cuando tomó las llaves
Qué pensó la cruz, cuando se levantó de entre los muertos

SILENCIADOS, sin palabras ni comentarios, indescriptible e incomprensible
Sin parámetros, paradigmas, el enigma de esta unción
La sorpresa de lo eterno, el drama de mi salvación
SILENCIADOS, ya no hay nada más que decir, ni explicar
Ya no hay lugar para discutir o discrepar
Por todo esto, levanto mis manos para adorar

Qué pensó aquel ciego cuando él tocó y recuperó la vista
Qué pensó el burrito que llevó a mi maestro a Jerusalén
Qué pensó Barrabás cuando cambió su vida por la del inocente
Qué pensó Cirineo al mirar a los ojos de mi Jesús
Qué pensó el infierno, cuando tomó las llaves
Qué pensó la cruz, cuando se levantó de entre los muertos

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