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Soneto do Que Se Aprende Em Silêncio

Elton Domingues Ferreira

Não te escrevo por desejo de ficar
Mas por saber ficar sem te prender
Há um jeito manso, exato, de gostar
Que não suplica o tempo de querer

É quando o dia cansa de pesar
E a alma pede apenas compreender
Que amar, às vezes, é saber pousar
Sem transformar o voo em depender

Há encontros que não nascem de intenção
Nem vêm vestidos de promessa ou laço
São calmos como o gesto de um perdão

E seguem firmes, mesmo passo a passo
Pois sabem que o mais raro do coração
É o afeto que respeita o próprio espaço

Escrita por: Elton Domingues Ferreira