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Nega

Elza Soares

Nega

Nego
Não despreza a tua nega
Não me deixes tão sozinha

E do contrário, eu vou morrer de dor

Neguinho
Se tu não tens compaixão
Vou mandar fazer despacho
Pra conseguir teu coração

Eu não vou me torturar
Se tu não me aceitares, eu não
Há muito tempo tu devias entender
Que tua vida é a razão do meu viver
Diz meu preto, diz

Eu não vou me torturar
Se tu não me aceitares, eu não
Há muito tempo tu devias entender
Que tua vida é a razão do meu viver
Mas diz pretinho, nego

Nego
Não despreza a teu nega, não, não
Não me deixes tão sozinha
Do contrário, eu vou morrer de dor

Neguinho
Se tu não tens compaixão
Vou mandar fazer despacho, neném
Pra conseguir, meu bem, teu coração

Nega

Nego
No desprecies a tu negra
No me dejes tan sola
Y de lo contrario, moriré de dolor

Negrito
Si no tienes compasión
Voy a mandar a hacer un amarre
Para conseguir tu corazón

No me torturaré
Si no me aceptas, no
Hace mucho tiempo que deberías entender
Que tu vida es la razón de mi existir
Dime mi negro, dime

No me torturaré
Si no me aceptas, no
Hace mucho tiempo que deberías entender
Que tu vida es la razón de mi existir
Pero dime negrito, nego

Nego
No desprecies a tu negra, no, no
No me dejes tan sola
De lo contrario, moriré de dolor

Negrito
Si no tienes compasión
Voy a mandar a hacer un amarre, bebé
Para conseguir, mi amor, tu corazón

Escrita por: Afonso Teixeira / Waldemar Gomes