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Payaso Equilibrista

Emerson Risoa

Palhaço Equilibrista

Às vezes tudo é tão bonito
Eu rio e não durmo
Às vezes tudo é preocupante
Eu deito e deixo tudo para amanhã
Às vezes tudo nasce-me como uma flor
Tão bela que dela desencoraja a dor
E o instante do amor cobre-me de ideias mil
Fazendo até coração soar sem til
É tão maravilhoso esse instante
Que lembro de rebento de Gilberto Gil
Queria ser tanto assim sempre
Mas o inconstante de repente
Faz-me lembrar que a gente
Constantemente sonha e realiza
Tudo nessa hora dentro dessa métrica
Tudo o que é demais passa tudo o que é de menos também
E eu sou quem?
Aquele da corda bamba que não tem pista, o da bicicleta
O palhaço equilibrista

Payaso Equilibrista

A veces todo es tan bonito
Río y no duermo
A veces todo es preocupante
Me acuesto y dejo todo para mañana
A veces todo me nace como una flor
Tan bella que desalienta el dolor
Y el instante del amor me llena de mil ideas
Haciendo que mi corazón incluso suene sin tilde
Es tan maravilloso este instante
Que recuerdo el renacimiento de Gilberto Gil
Quisiera ser siempre así de esa manera
Pero lo inconstante de repente
Me hace recordar que uno
Constantemente sueña y logra
Todo en ese momento dentro de esa métrica
Todo lo que es demasiado pasa, todo lo que es de menos también
¿Y quién soy yo?
El de la cuerda floja sin pista, el de la bicicleta
El payaso equilibrista

Escrita por: Emerson Risoa