Trabalhadores do Brasil (part. Marcelino Freire)
[Marcelino Freire]
Enquanto Zumbi trabalha cortando cana
Na zona da mata Pernambucana
Oloroke vende carne de segunda, a segunda
Ninguém vive aqui com a bunda preta pra cima
Tá me ouvindo bem?
Enquanto a gente dança no bico da garrafinha
Odé trabalha de segurança
Pega ladrão que não respeita
Quem ganha o pão que o Tição amaçou honestamente
Enquanto Obatalá faz serviço pra muita gente
Não levanta um saco de cimento
Tá me ouvindo bem?
Enquanto o Olorum trabalha como cobrador de ônibus
Naquele transe infernal de trânsito
Ossaim sonha com um novo amor
Pra ganhar um passe ou dois
Na praça turbulenta do Pelô
Fazer sexo oral, anal, seja lá com quem for
Tá me ouvindo bem?
Enquanto rainha Quelé
Rainha Quelé limpa fossa de banheiro
São Bongo bungo na lama
Isso parece que dá grana, porque povo se junta
E aplaude São Bongo na merda
Pulando de cima da ponte
Tá me ouvindo bem?
Tá me ouvindo bem?
Tá me ouvindo bem?
Ein, ein, ein? Seu branco safado!
Ninguém aqui é escravo de ninguém!
Workers of Brazil (feat. Marcelino Freire)
[Marcelino Freire]
While Zumbi's out there cutting sugarcane
In the Pernambuco rainforest
Oloroke's selling second-rate meat, the second
No one here lives with their ass up in the air
You hearing me?
While we dance on the edge of a bottle
Odé's working as a security guard
Catching thieves who don’t respect
Those who earn their bread that Tição honestly kneaded
While Obatalá does work for a lot of folks
He ain't lifting a bag of cement
You hearing me?
While Olorum's working as a bus collector
In that hellish traffic jam
Ossaim dreams of a new love
To score a pass or two
In the chaotic square of Pelô
Having oral, anal sex, with whoever it may be
You hearing me?
While queen Quelé
Queen Quelé's cleaning out a bathroom pit
São Bongo bungo in the mud
Looks like that brings in cash, 'cause people gather
And cheer for São Bongo in the shit
Jumping off the bridge
You hearing me?
You hearing me?
You hearing me?
Hey, hey, hey? You dirty white bastard!
No one here is anyone's slave!
Escrita por: Emicida / Marcelino Juvêncio Freire