395px

Trabajadores de Brasil (part. Marcelino Freire)

Emicida

Trabalhadores do Brasil (part. Marcelino Freire)

[Marcelino Freire]
Enquanto Zumbi trabalha cortando cana
Na zona da mata Pernambucana
Oloroke vende carne de segunda, a segunda
Ninguém vive aqui com a bunda preta pra cima
Tá me ouvindo bem?
Enquanto a gente dança no bico da garrafinha
Odé trabalha de segurança
Pega ladrão que não respeita
Quem ganha o pão que o Tição amaçou honestamente
Enquanto Obatalá faz serviço pra muita gente
Não levanta um saco de cimento
Tá me ouvindo bem?
Enquanto o Olorum trabalha como cobrador de ônibus
Naquele transe infernal de trânsito
Ossaim sonha com um novo amor
Pra ganhar um passe ou dois
Na praça turbulenta do Pelô
Fazer sexo oral, anal, seja lá com quem for
Tá me ouvindo bem?
Enquanto rainha Quelé
Rainha Quelé limpa fossa de banheiro
São Bongo bungo na lama
Isso parece que dá grana, porque povo se junta
E aplaude São Bongo na merda
Pulando de cima da ponte
Tá me ouvindo bem?
Tá me ouvindo bem?
Tá me ouvindo bem?
Ein, ein, ein? Seu branco safado!
Ninguém aqui é escravo de ninguém!

Trabajadores de Brasil (part. Marcelino Freire)

[Marcelino Freire]
Mientras Zumbi trabaja cortando caña
En la zona de la mata pernambucana
Oloroke vende carne de segunda, la segunda
Nadie vive aquí con el culo arriba
¿Me estás escuchando bien?
Mientras nosotros bailamos en el pico de la botellita
Odé trabaja de seguridad
Atrapa al ladrón que no respeta
A quien gana el pan que Tición amasó honestamente
Mientras Obatalá trabaja para mucha gente
No levanta un saco de cemento
¿Me estás escuchando bien?
Mientras Olorum trabaja como cobrador de bus
En ese trance infernal del tráfico
Ossaim sueña con un nuevo amor
Para ganar un pase o dos
En la plaza turbulenta del Pelô
Hacer sexo oral, anal, con quien sea
¿Me estás escuchando bien?
Mientras la reina Quelé
La reina Quelé limpia fosas de baño
San Bongo bungo en el barro
Parece que eso da plata, porque la gente se junta
Y aplaude a San Bongo en la mierda
Saltando desde el puente
¿Me estás escuchando bien?
¿Me estás escuchando bien?
¿Me estás escuchando bien?
¿Eh, eh, eh? ¡Tu blanco desgraciado!
¡Nadie aquí es esclavo de nadie!

Escrita por: Emicida / Marcelino Juvêncio Freire