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Marginal Brasileño

Emílio Santiago

Nega Dina

A Dina subiu o morro do Pinto
Pra me procurar
Não me encontrando, foi ao morro da Favela
Com a filha da Estela
Pra me perturbar

Mas eu estava lá no morro de São Carlos
Quando ela chegou
Fazendo encrenca, criando quizumba
Dizendo que levou
Meu nome pra macumba
Só porque faz uma semana
Que eu não deixo uma grana
Pra nossa despesa

Ela pensa que a minha vida é uma beleza
Eu dou duro no baralho
Pra poder viver
A minha vida não é mole, não
Entro em cana toda hora sem apelação
Já ando atrasado e sem paradeiro
Sou um marginal brasileiro

Eu sou um marginal brasileiro
Eu sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro
Eu sou um, sou um marginal brasileiro

Marginal Brasileño

A Dina subió el cerro del Pinto
Para buscarme
No encontrándome, fue al cerro de la Favela
Con la hija de Estela
Para molestarme

Pero yo estaba allá en el cerro de San Carlos
Cuando ella llegó
Haciendo lío, armando un alboroto
Diciendo que llevó
Mi nombre a la brujería
Solo porque hace una semana
Que no dejo una lana
Para nuestros gastos

Ella piensa que mi vida es un lujo
Yo me rompo la espalda en el juego
Para poder vivir
Mi vida no es fácil, no
Me llevan a la cárcel todo el tiempo sin apelación
Ya ando atrasado y sin rumbo
Soy un marginal brasileño

Soy un marginal brasileño
Soy un marginal brasileño
Soy un, soy un marginal brasileño
Soy un, soy un marginal brasileño
Soy un, soy un marginal brasileño

Escrita por: Ze Keti