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Luces Rasas

Entremaciços

Rasas Luzes

Luzes, elas queimam meu rosto
Não consigo pensar direito, só me resta aceitar
Flores, elas rimam com amores
Que eu não tenho pra dar

Astros, no espaço descalços
O chão pode estar frio, mas a alma deles é mais
Dores, não me deixam em paz
Ninguém sabe seu nome, só veem sangue, bomba e gás

Me disseram que o mundo está de cabeça pra baixo e eu acreditei
Isso eu vi com meus próprios olhos e com minhas mãos testei

Olhos, eles secam meu corpo
São tantos e tão duros que não sei se posso suportar
Tortos, eles julgam meus modos sem nem mesmo falar

Casos, vida e morte diários
Nos jornais anunciam quem o próximo será
Rasas, as tais notícias falsas, não deixam pra lá

Me disseram que o mundo está de cabeça pra baixo e eu acreditei
Isso eu vi com meus próprios olhos e com minhas mãos testei

Luces Rasas

Luces, queman mi rostro
No puedo pensar con claridad, solo me queda aceptar
Flores, riman con amores
Que no tengo para dar

Astros, descalzos en el espacio
El suelo puede estar frío, pero sus almas son más
Dolores, no me dejan en paz
Nadie sabe sus nombres, solo ven sangre, bombas y gas

Me dijeron que el mundo está patas arriba y lo creí
Lo vi con mis propios ojos y probé con mis manos

Ojos, secan mi cuerpo
Son tantos y tan duros que no sé si puedo soportar
Torcidos, juzgan mis modos sin siquiera hablar

Casos, vida y muerte diarios
En los periódicos anuncian quién será el próximo
Rasas, esas noticias falsas, no las dejan pasar

Me dijeron que el mundo está patas arriba y lo creí
Lo vi con mis propios ojos y probé con mis manos

Escrita por: Alexandre Diniz de Souza / Arthur Diniz de Souza / Pedro Henrique de Oliveira Miranda / Rafael David Noleto