Meu Ego
Por favor, meu ego
Não dê força ao prego
Que nos põe contra a parede
Pra nos afogar de sede
Chove, chuva
Na sua boca, você não bebe
Há palavras, existem letras
Mas você não forma
As frases loucas
Que cultiva por aí
Fale pelos cotovelos
E pelos joelhos
Me critique sem razão
Se omitir não vale a pena
Mas não polua minha cultura
Não venha dividir
Comigo sua auto-censura
Me desencontre
Não me prostitua
Senão
Seremos mais uma carcaça
Em desgraça
Por aí
Mi Ego
Por favor, mi ego
No le des fuerza al clavo
Que nos pone contra la pared
Para ahogarnos de sed
Llueve, lluvia
En tu boca, tú no bebes
Hay palabras, existen letras
Pero tú no formas
Las frases locas
Que cultivas por ahí
Hablas por los codos
Y por las rodillas
Críticame sin razón
Omitirse no vale la pena
Pero no contamines mi cultura
No vengas a compartir
Conmigo tu autocensura
Desencuéntrame
No me prostituyas
Sino
Seremos solo otra carcasa
En desgracia
Por ahí
Escrita por: Erasmo Carlos, Roberto Carlos