Apanhei-te, Cavaquinho! - Versão 2
Inda me lembro
Do meu tempo de criança
Quando entrava uma dança
Toda cheia de esperança,
De chinelinha e de trança
Com Mané José da França.
Nunca tive na lembrança
De rever este chorinho
E hoje ouvindo
Neste choro a voz do pinho,
Relembrando o bom tempinho
Da mamãe e do maninho,
Hoje sou ave sem ninho
Sem família, sem carinho,
Mas sou bem feliz ouvindo
O "Apanhei-te, Cavaquinho".
Hoje cantando
O "Apanhei-te, Cavaquinho"
Fico louca, fico quente,
Fico como passarinho.
Sinto vontade
De cantar a vida inteira
E esta vida
Eu levo de qualquer maneira,
Ouvindo a flauta,
O cavaquinho, o violão,
Eu sinto que o meu coração
Tem a cadência de um pandeiro,
Esqueço tudo
E vou cantando o ano inteiro
Este chorinho
Que é muito brasileiro.
¡Te atrapé, Cavaquinho! - Versión 2
Todavía recuerdo
De mi tiempo de niñez
Cuando entraba a bailar
Llena de esperanza,
Con zapatitos y trenzas
Con Mané José de Francia.
Nunca tuve en la memoria
Recordar este choro
Y hoy escuchando
En este llanto la voz del pinho,
Recordando los buenos tiempos
De mamá y hermanito,
Hoy soy ave sin nido
Sin familia, sin cariño,
Pero soy muy feliz escuchando
El '¡Te atrapé, Cavaquinho!'.
Hoy cantando
El '¡Te atrapé, Cavaquinho!'
Me vuelvo loca, me pongo caliente,
Me siento como un pajarito.
Siento ganas
De cantar toda la vida
Y esta vida
La llevo de cualquier manera,
Escuchando la flauta,
El cavaquinho, la guitarra,
Siento que mi corazón
Tiene el ritmo de un pandeiro,
Olvido todo
Y sigo cantando todo el año
Este choro
Que es muy brasileño.
Escrita por: Ernesto Nazareth / Darci De Oliveira / Benedito Lacerda