Em busca das velhas memórias
Eu me recordo que esqueci de tudo que um dia eu lembrava
Daquelas histórias dos livros de fantasia que eu lia
Até dormir quando a luz apagava
Daquela cadeira do lado da cama com
Um monte de roupas que me assustava
Quando escurecia a noite caía
A porta batia e o armário estalava
E o espelho sorria ao mesmo tempo chorava
Logo em seguida ele caia e se quebrava
O espelho morria e logo depois cantava
Logo em seguida ele se despedaçada
E os filmes de terror que eu assistia
Não era nada perto das coisas que eu via
E os filmes de terror que eu assistia
Não era nada perto do que a vida me prometia
Abro a janela e vejo lá fora a noite vazia
E a luz da Lua agora ilumina essa rua tão fria
Enquanto a chuva caia
E a chuva cai lentamente sobre a grama do quintal
Essa chuva pra disfarçar meu choro, não tem outro igual
E a chuva cai lentamente sobre a grama do quintal
Essa chuva pra disfarçar meu choro, não tem outro igual nesse temporal
Depois de anos cê viria retornar
Já faz um tempo desde a última visita
Seus olhos negros espelhavam seu olhar
Mas no vazio, amor, há dor que lá habita
E não adianta vim bater em minha porta
E sussurar baixinho que a hora chegou
A esperança é só mais uma coisa morta
E só saiba que o destino pra mim sobrou
Ainda tenho tantas coisas pela frente
Ainda tenho muitos traumas pra vivier
Ainda tenho decisões precipitadas
Que com o passar do tempo vou me arrepender ou vou me esquecer
E todos meus livros de fantasia
Viravam pó quando chegava ao fim do dia
E como já dizia a profecia
Se realizava tudo aquilo que eu temia
Então eu tive tudo que eu queria
E ele cumpriu tudo que prometia
A hora tava perto, eu já sabia
Pra me buscar, ele retornaria
Em uma doce madrugada fria
Pra sempre eu adormeceria
Enquanto a chuva caía
Enquanto a chuva caía
Enquanto a chuva caía