À Você, Amigo
À você amigo que eu perdi na passagem de Elvis para os Beatles
Alguém comigo e como eu andou
Eu era a lira que só o vento me sabia manejar
Eu era e hoje a calmaria
Não me toca e toca a silenciar a imaginar a imaginar
Você é daqueles que ainda lembram de uma guerra na Coréia
Dos que pensam ter ideia do que vale a vida pra morrer
Choveu mas você é feito de uma substância que não deixa passar umidade
Calor, calafrio, calaboca
Ou eu te meto o braço que resta do abraço amigo
A ti, amigo
A ti, amigo que perdí en el paso de Elvis a los Beatles
Alguien conmigo y como yo caminó
Yo era la lira que solo el viento sabía tocar
Yo era y hoy la calma
No me toca y calla al imaginar, al imaginar
Tú eres de aquellos que aún recuerdan una guerra en Corea
De los que creen tener idea de lo que vale la vida para morir
Llovió pero tú estás hecho de una sustancia que no deja pasar la humedad
Calor, escalofrío, cállate la boca
O te meto el brazo que queda del abrazo amigo
Escrita por: Paulo Leminski