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Por Ti

Euclides Cavaco

Por Ti

Por ti…
Rasguei do mundo os horizontes
E lavrei
Agras searas de paixão.
Por ti…
Corri vales, subi montes…
E sofri
De mil tormentos solidão.

Por ti…
Deixei de ser tudo o que era,
Para poder
Alcançar o amor teu.
Por ti…
Fiz do Inverno… Primavera
E consumava até
A tragédia de Romeu.

Por ti…
Deixei de ser rei do meu trono
E fui escravo submisso
Do teu querer.

Por ti…
Deixei meu ser ao abandono,
Pelo medo
De algum dia te perder.

Por ti…
Voltei de novo a ser menino,
Seguindo cegamente
Os teus anseios.
Por ti…
Fui constante peregrino,
Cruzando o teu caminho
Sem receios.

Por ti…
Espalhei círios para atear
As chamas do amor
Dos nossos beijos.
Por ti…
Foi sempre sim,
Sem hesitar…
À mais pequena voz
Dos teus desejos.

Por Ti

Por ti...
Rasgué del mundo los horizontes
Y labré
Áridos sembradíos de pasión.
Por ti...
Corrí valles, subí montes...
Y sufrí
Mil tormentos de soledad.

Por ti...
Dejé de ser todo lo que era,
Para poder
Alcanzar tu amor.
Por ti...
Hice del Invierno... Primavera
Y consumaba incluso
La tragedia de Romeo.

Por ti...
Dejé de ser rey de mi trono
Y fui esclavo sumiso
A tu voluntad.

Por ti...
Dejé mi ser al abandono,
Por miedo
De algún día perderte.

Por ti...
Volvi a ser niño de nuevo,
Siguiendo ciegamente
Tus anhelos.
Por ti...
Fui constante peregrino,
Cruzando tu camino
Sin temores.

Por ti...
Esparcí cirios para encender
Las llamas del amor
De nuestros besos.
Por ti...
Siempre fue sí,
Sin dudar...
A la más mínima voz
De tus deseos.

Escrita por: Euclides Cavaco