Cria de Cruz Alta
Gauchada, o orgulho não me falta
Pois sou um índio que é cria de Cruz Alta!
Sou cruz-altense, sabedor dos pormenor
Onde a cordeona toca até num ré maior
E os “dançador” se entreveram assim no más
Igual aos tempos do bailão do Antero Braz
Enfrento tudo, bicho brabo e cara feia
Eu sou dos tauras que não foge da peleia
Pois a coragem é coisa que nunca falta
Sou da moda véia, eu sou cria de Cruz Alta!
Gauchada, o orgulho não me falta
Pois sou um índio que é cria de Cruz Alta!
Não facilito e não fujo do serviço
O que é dos outros não tenteio nem cobiço
Eu sou sereno quando assim alguém vier
Também sou áspre quando a situação requer
Pois não afrouxo no lançante mundo afora
O meu destino eu decido sem demora
E agradeço volta e meia na Santinha
Por ter nascido na Terra da Panelinha!
Gauchada, o orgulho não me falta
Pois sou um índio que é cria de Cruz Alta!
Gauchada, o orgulho não me falta
Pois sou um índio que é cria de Cruz Alta!
Crianza de Cruz Alta
Jactancia, el orgullo no me falta
Pues soy un indio que es crianza de Cruz Alta
Soy de Cruz Alta, conocedor de los detalles
Donde el acordeón suena hasta en un re mayor
Y los bailarines se mezclan así, en el más
Igual que en los tiempos del baile de Antero Braz
Enfrento todo, animal bravo y cara fea
Soy de los tauras que no huyen de la pelea
Pues la valentía es algo que nunca falta
Soy de la vieja escuela, soy crianza de Cruz Alta
Jactancia, el orgullo no me falta
Pues soy un indio que es crianza de Cruz Alta
No me rindo y no evito el trabajo
Lo de los demás no lo envidio ni codicio
Soy sereno cuando alguien viene así
También soy áspero cuando la situación lo requiere
Pues no aflojo en este mundo cambiante
Mi destino lo decido sin demora
Y agradezco de vez en cuando a la Santita
Por haber nacido en la Tierra de la Panela
Jactancia, el orgullo no me falta
Pues soy un indio que es crianza de Cruz Alta
Jactancia, el orgullo no me falta
Pues soy un indio que es crianza de Cruz Alta
Escrita por: Evandro Zamberlan / Márcio Correia